Grandes nomes da Free Agency

Encerrando a lista de semana passada, adiciono mais alguns nomes que despertarão interesse de várias franquias a partir do próximo dia 14, data que marca o início da free agency. Mas antes, uma pequena atualização. O mencionado wide receiver Jarvis Landry recebeu a franchise tag do Miami Dolphins nessa terça (20). Com isso, seu contrato de um ano tem US$ 16,2 MI garantidos e vale somente para a temporada de 2018.

Criticado por uns, adorado por outros, Jarvis Landry receberá 16 milhões de dólares neste ano.

G Andrew Norwell (Carolina Panthers)

  • Encaixe: 49ers
  • Palpite: Texans

Norwell é tranquilamente um dos melhores jogadores disponíveis no momento e joga num nível tão acima dos demais que encaixaria em qualquer esquema de bloqueio. A verdade é que a linha ofensiva de Houston é horrorosa. O holdout¹ seguido de troca de Duane Brown deixou isso ainda mais evidente. O interior da linha dos 49ers não deixa por menos. Norwell foi All-Pro em 2017 e se tornou um dos melhores jogadores de linha ofensiva da liga, mas joga de guard. Por ter menos glamour, alguns general managers optam por não abrir a carteira para suprir necessidades dessa posição. Quem estiver disposto a pagar mais, terá na equipe a certeza de segurança ao seu quarterback.

 

  • RB Carlos Hyde (San Francisco 49ers)

  • Encaixe: Colts
  • Palpite: Buccaneers

Mesmo não ultrapassando a marca das 1000 jardas, Hyde é um dos melhores nomes da posição nesta free agency. Muito provavelmente sairá de San Francisco e o motivo é claro: encaixe no sistema. Hyde é excepcional em corridas pelos gaps² mas não tem a explosão necessária para o esquema de outside zone³. Seria curioso o fato de Hyde substituir o futuro Hall of Famer Frank Gore por duas vezes consecutivas (Gore, agora em Indianápolis, foi o RB dos Niners até 2014). Entretanto, os Bucs dispensaram Doug Martin na terça (20), o que pode indicar um interesse em Hyde.

Carlos Hyde no que pode ter sido sua última temporada em San Francisco.
  • RB Dion Lewis (New England Patriots)

  • Encaixe: 49ers
  • Palpite: Lions

Desde a temporada de 2015, A NFL sabe de sua agilidade e habilidade em receber passes. Após uma lesão deixá-lo encostado em 2016, Lewis mostrou potencial também correndo pelo meio da offensive line em 2017. Apesar do versátil running back encaixar como uma luva no supracitado esquema de outside zone aplicado por Kyle Shanahan, a franquia de Detroit precisa desesperadamente de um corredor acima da média.

 

  • CB Trumaine Johnson (Los Angeles Rams)

  • Encaixe: Redskins
  • Palpite: Colts

Após duas franchise tags seguidas, o cornerback de 28 anos deve encontrar um novo time em 2018. Johnson se mostrou competente na cobertura de big plays, mas em compensação cede muitas jardas em passes curtos e médios. Os Redskins enviaram Kendall Fuller para Kansas City e não podem confiar em Bashaud Breeland como o corner 1 da franquia. Outra equipe com a mesma necessidade, e mais espaço no cap, é o Colts. Vontae Davis está de saída e a secundária de Indianápolis precisa urgentemente de peças.

Trumaine Johnson vencendo sua batalha contra John Brown.
  • CB Malcolm Butler (New England Patriots)

  • Encaixe: Lions
  • Palpite: Buccaneers

Descobrir a verdade por trás do veto no Super Bowl será uma tarefa muito árdua. Especular sobre seu futuro é muito mais cômodo. É muito fácil pensar na ida à Detroit por conta de Matt Patricia ser o novo head coach da equipe, mas meu real motivo para o encaixe Butler-Lions é que não o vejo como um shutdown corner. Já Darius Slay consegue desempenhar muito bem a função. Ter Butler no lado oposto daria um status de top 10 para a secundária que também conta com o talentoso Glover Quin. Já o Buccaneers conta com um Brent Grimes caminhando pro fim de sua carreira e com Vernon Hargreaves que até o presente momento não justificou a 11ª escolha geral usada.

 

  • DE Ziggy Ansah (Detroit Lions)

  • Encaixe: Patriots
  • Palpite: 49ers

Ainda não se sabe ao certo se Ansah vai ou não sair de Detroit. Mas, muitos rumores já dão essa possibilidade como certa. Quinta escolha geral de 2013, Ansah se destaca por sua força e disposição. Além de excepcional pass rusher, Ziggy contribui na contenção ao jogo corrido e nunca desiste das jogadas, como pode ser visto no vídeo abaixo. O setor menos privilegiado da equipe de New England atualmente é justamente a linha defensiva. O casamento parece perfeito. No entanto, Bill Belichick é um enigma em praticamente todos os aspectos, em especial a free agency. O 49ers tem um salary cap gigantesco ainda e pode usufruir de toda a agressividade do ganês.

¹Boicote aos treinos e jogos por parte de um jogador que busca um reajuste de salário.

²Espaços abertos pelos jogadores de linha. O esquema de gaps/power é o antônimo da outside zone.

³Esquema de corrida por fora da linha ofensiva. Exige muita mobilidade dos jogadores de linha e boa visão e agilidade dos running backs.

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