Vimos diversas franquias este ano já colocarem seus olhos no Draft de 2017, com a esperança de dar um reset e começar a pensar num franchise QB. Porém a mídia resume as escolhas em jogadores como Chad Kelly, Watson e Mayfield.

Embora estes talvez sejam os mais talentosos da classe, existem também outras boas opções sem tanta grife. É isso que veremos agora, em uma análise dos quarterbacks que de 2015 para cá, entraram em uma progressão incrível tanto de técnica, quanto de entendimento do jogo. Talvez, possam ser escolhidos entre o segundo e terceiro rounds, e podem ser ótimos prospectos para o futuro. Vamos acompanhar estes nomes, abaixo:

Patrick Mahomes II, Texas Tech

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É atualmente o líder em jardas do College Football. Desde que assumiu a titularidade em 2014, é sua segunda temporada com mais de 4000 jardas. Possui um bom braço, com boa precisão a médias distâncias. E seus lançamentos em profundidade tiveram uma melhora significativa de temporada após temporada, e por este aprimoramento está este ano, entre os três melhores Strong Arm da classe.

Sou um dos fãs dele, acho que a mídia o subestima demais. Além de possuir um braço incrível e uma precisão em seus passes altíssima. É um líder dentro de campo, não tem medo de mudar a jogada quando a coisa aperta. E realizou em Texas uma das leis da NFL: transformou um recebedor mediano em um grande jogador. Podemos ver isso nas rotas e leituras que ele traça para Jonathan Giles. Em 2015, ele fez a mesma coisa com Jakeen Grant.

Uma das coisas que este jogador melhorou, foi sua atitude no pocket. Possui muita calma, e não tem medo dos hits. Segurança esta que não via em seu jogo em 2014. E que nestes últimos dois anos tem sido sua diferença, pois consegue segurar a bola até o último minuto.

Além deste quesito pocket, este jogador também melhorou sua mobilidade ao sair dele. Embora tenha muito medo de QB´s que se arriscam deste modo, não posso negar que o jogador que domina isto, ganhe pontos na nova NFL. Ele não é tão móvel como Russell Wilson, mas se a coisa ficar feia, possui tranquilidade para quebrar o pass rush, e conquistar as coisas que falta.

Ele está em seu terceiro ano no College, pode jogar mais uma na FBS. Mas acredito, que se declarará elegível para o Draft 2017. Este é o ano, existem ao menos 10 franquias que que tem intenção de escolher quarterbacks nos três primeiros rounds.

Confira alguns lances deste excelente QB:

 

Davis Webb, Califórnia

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Foi titular de Texas Tech entre 2013 e 2014, até que o garoto acima aproveitou sua ausência e roubou sua titularidade, e não permitiu mais sua volta. Então, este ano saiu de Texas e foi para a Califórnia substituir o first round do Draft 2016, Jared Goff.

Em seus tempos de Texas Tech, seu maior problema eram os passes acima de 30 jardas, que não possuíam uma precisão muito boa. Outro ponto que muitos questionavam era seu posicionamento no pocket, por ser um jogador mais estático, precisava melhor muito sua saída das pressões e a capacidade de mudança frente ao aperto do pass rush.

Embora não seja o ideal, o sol e o mar da Califórnia o fizeram muito bem, a titularidade e a subida de auto estima, o fizeram melhorar as habilidades deficitárias citadas. Muitas vezes descordo de suas opções ainda, mais vejo uma progressão absurda, ele hoje já consegue melhorar seu repertório, além de lançar um número de intercepções proporcionalmente bem menor.

Não é tão bom quanto Mahomes, mas bem trabalhado e com recebedores rápidos, pode ser um bom backup para a NFL. E se possuir uma linha ofensiva forte, e um treinador paciente pode até pensar em ter mais oportunidades.

Confira alguns momentos de Webb:

 

Mitch Trubisky, North Carolina

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Para finalizar, vou colocar Trubisky aqui. Dizem que é o jogador mais preparado para NFL, o cogitam até para o primeiro round. Tenho que discordar um pouquinho aqui, é um excelente jogador, e tem mostrado talento.

E é um dos prospectos que mais se desenvolveram este ano, em todas as posições. Em alguns lances dele, assistia uma certa insegurança e o entrosamento com seus recebedores era algo muito ruim. Mas acho que isso tudo era culpa da falta de ritmo. Eu aposto sem medo, que se ano passado, no qual o time de North Carolina era bem melhor, Mitch fosse titular, as coisas iriam ser melhores do que a 15ª posição no AP Poll. Além de que este ano teríamos um jogador mais pronto, e mais qualificado para guiar rumo ao vice-campeonato da ACC. Mitch é bem mais jogador que o antigo quarterback Marquise Williams.

O quarterback precisa de sequência. E é isto que tem propiciado a evolução dele. O entrosamento com os recebedores e o center, combinado a sua postura de agressiva, tem levado a estas críticas positivas.

Outro talento que desenvolveu sua fuga dos defensores adversários aliado à sua boa mobilidade. Talvez a confiança seja a resposta desta melhora. Dono de lançamentos em profundidade com muita precisão, tem sido um diferencial para chamar tanta opção. Sua leitura de jogadas melhorou demais, hoje já consegue enxergar melhorar as opções e variar as recepções pelo elenco.

Possui um dos aproveitamentos de passe mais altos do campeonato. Será um excelente franchise QB, se pegar treinadores criativos como Bruce Arians ou Hue Jackson.

Veja Mitch em ação: