Estamos em um momento muito especial do ano. O College e a NFL estão a todo vapor. Ainda é cedo para muitas conclusões, porém já podemos analisar alguns assuntos.

Um dos temas que já iniciaram as especulações são os head coaches. Na liga profissional, muitos times já começam a preparar a guilhotina para, possivelmente, cortar algumas cabeças. Podemos citar aqui casos como o de Gus Bradley do Jaguars, Chuck Pagano do Colts, e John Fox do Bears.

No College, alguns sussurros começam sobre vagas que poderão abrir caso a revolução incendeie em algumas franquias, portanto, técnicos do universitário já começam a abrir o Word para preparar seus currículos.

Nessa briga por algumas vagas de técnico na NFL, creio que lacunas poderão ser preenchidas por coordenadores ofensivos e defensivos que já estão na liga, mas vejo que alguma vaga deve ser preenchida por algum treinador do College.

Listarei alguns técnicos que hoje estão no futebol americano universitário e podem sonhar em dirigir algumas estrelas consolidadas do profissional. Outra coisa que gostaria de destacar é que, técnicos como Nick Saban, Urban Meyer, Jim Harbaugh, Jimbo Fisher, Dabo Swinney e Bobo Stoops são nomes que não serão candidatos. O motivo para não serem colocados não é por incapacidade, afinal, são os melhores técnicos do College, e sim pela estabilidade de seus projetos em suas respectivas universidades, além de cláusulas contratuais milionárias.

David Shaw – Stanford

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Este é o nome que coloco no topo das especulações. É um excelente treinador e já possui trabalhos na NFL. Foi treinador de wide receivers e quarterback dos Eagles, Raiders e Ravens. Desde de 2007 subiu degraus na comissão técnica de Stanford, foi efetivado como treinador principal em 2011.

O aprendiz de Jim Harbaugh possui três títulos de Coach Of The Year (2011, 2012 e 2015), além de ser tricampeão (2012, 2013 e 2015) da PAC 12. Shaw tem um potencial incrível para o desenvolvimento de quarterbacks. Ele foi responsável pelo recrutamento e aprimoramento de Andrew Luck. Além de lapidar QB´s, Shaw tem um grande conhecimento

técnico de ataques, tendo montado um bom setor terrestre em Stanford nesta temporada.
Vejo que ele seria o treinador ideal para o Colts. Por conhecer Luck, ele faria um trabalho maravilhoso. O maior problema do quarterback dos Colts hoje é o playbook e a sobrecarga. Por seus bons trabalhos em jogo terrestre, acho que este ponto também estaria resolvido.

Na questão da linha ofensiva, o sistema da NFL e College é muito diferente, mas seu trabalho na Califórnia rendeu bons jogadores (e até com certo preparo). David DeCastro, do Steelers, tem sido um dos melhores nomes para proteção interna na linha e para abertura de espaços para corridas desde de que entrou na liga. Na parte defensiva, Shaw faz uso do 3-4, esquema de uma grande maioria de franquias na NFL.

Tom Herman – Houston

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Ela está em sua segunda temporada em Houston e já ligou o #EMPOLGOU. Herman trabalhou por três temporadas como coordenador ofensivo em Ohio State, onde ganhou destaque e aprendeu com uma das maiores mentes do futebol americano, Urban Meyer. No período, desenvolveu inúmeros talentos e construiu uma base sólida para a hegemonia na Big 10.

Sua chegada em Houston propiciou um dos ataques mais fortes da NCAA. Tom Herman conseguiu tirar o melhor de um quarterback mediano como Greg Ward Jr., e tentou jogar com uma linha ofensiva que não tinha tanto talento assim. Com algumas limitações e talentos, tirou o Bowl de Flórida State em 2015. Sua defesa no mesmo ano foi muito efetiva

na redzone e teve alguns percalços na secundária.
O vejo como ideal para o Jaguars. O time da Flórida, possui boas peças para o ataque e uma defesa em construção. Com um bom coordenador defensivo, pode montar uma unidade forte, mas sua maior participação seria no ataque, onde pode brincar com as peças e tentar transformar Blake Bortles em um QB mais estável, sem tantas interceptações e com um melhor aproveitamento de passes.

Brian Kelly – Notre Dame

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Não sei o quão impossível é a saída de Kelly de Notre Dame. Sua estabilidade é gigantesca, e seu bom trabalho também é de se destacar. Diferentemente dos outros, este é um nome defensivo. Fez trabalhos interessantes na FCS com Grand Valley St, e na divisão de cima foi campeão de conferência com Central Michigan e Cincinnati.

Suas defesas sempre possuem um pass rush intenso, e a cobertura da secundária é muito coesa e eficiente. Vejo algumas deficiências apenas no combate a corridas, mas são detalhes que podem ser corrigidos com um trabalho específico. Gosto do olho de Kelly para talentos, (sempre trazia atletas a altura para repor as saídas). Outro ponto interessante do head coach é a consistência do jogo terrestre de seus times e formação da linha ofensiva. São sempre setores muito fortes de seu ataque.

Voltando meu olhar para NFL agora, ele a peça ideal para o quebra-cabeça do Bears. A defesa da equipe de Illinois não é ruim em termos de talento, mas sofre muito na questão de pass rush. Com a incerteza chamada Jay Cutler, a defesa seria responsável por aumentar as expectativas desta equipe na NFC North. Voltando a Cutler, ele é ruim. Não possui o felling e a técnica esperada de Franchise QB. Por este motivo ele precisa de um jogo terrestre forte, e isso Kelly manja.