O ditado “panela velha é que faz comida boa” se encaixa perfeitamente para esportes. Independente da modalidade, é muito comum vermos equipes que mesclam a experiência de atletas mais velhos com a habilidade e disposição de jovens. Na NFL, obviamente, essa máxima não seria diferente.

Além de ser uma liga onde é necessário investir em novos talentos todos os anos para renovar a frota, alguns jogadores experientes permanecem no jogo, mesmo depois de uma idade mais “avançada”, pois são a segurança de que alguns times precisam. Irei listar alguns dos principais exemplos desses casos, além de mostrar como a ausência dos “tiozões” pode mudar um elenco.

Primeiramente já aviso, quarterbacks não estarão na lista, pois eles merecem um texto exclusivo e mais detalhado. Vou dividir os exemplos entre ataque e defesa para facilitar na listagem, então vamos lá!

Começaremos falando de um dos maiores mitos da história da NFL: Larry Fitzgerald. O wide receiver de 32 anos teve uma temporada difícil em 2014, trabalhando com QUATRO quarterbacks diferentes (Carson Palmer, Ryan Lindley – a.k.a. melhor jogador do mundo -, Drew Stanton e Logan Thomas). A sintonia entre QB e WR é primordial para bons passes, e por isso é muito complicado quando trocas acontecem, mas Fitz já é bem experiente e isso acaba não influenciando tanto para ele quanto para outros. Este ano o veterano já soma 23 recepções para 333 jardas e 5 touchdowns. Além de ser um ídolo em Arizona é um jogador que é respeitado por todos os adversários e amantes do esporte.

A posição com a carreira mais curta na liga é a de running back. Como comentamos no nosso podcast sobre a posição, o tempo médio de carreira para um corredor é de 8 anos. Depois disso é bem difícil que ele seja titular, mas existem algumas exceções. Frank Gore é um belo exemplo de que nem sempre a idade é um fator tão importante. Em sua 11ª temporada na NFL, Gore trocou o San Francisco 49ers pelo Indianapolis Colts para ser titular, mesmo com 32 anos, e as 11 mil jardas que ele acumulou na carreira ainda o tornam uma escolha confiável.

No lado defensivo temos dois nomes muito marcantes para quem acompanha o futebol americano. O primeiro deles é James Harrison (Danillo, enxuga essa lágrima do rosto!), linebacker mais do que veterano do Pittsburgh Steelers. Com 37 anos, Harrison traz na bagagem quatro participações em Super Bowl, e venceu dois (sendo responsável por um dos retornos mais ÉPICOS da história). Depois de se aposentar, ele foi convidado em 2014 pelo time para voltar e dar aquela força por conta das inúmeras lesões. A volta foi tão satisfatória que ele permaneceu no elenco para esse ano e será a base de uma defesa tão fragilizada.

Outro nome que é uma lenda e ainda mostra que tem muita lenha para queimar é o de Charles Woodson. O jogador entrou na liga em 1998, junto com Peyton Manning, e está aí desde então fazendo mais e mais interceptações. Na carreira já são 61, e com a que ele fez no (jogo contra o Browns), ele já garantiu pelo menor uma INT por temporada desde que chegou na NFL. Seja como cornerback, free safety, strong safety, uma coisa é certa: Woodson estará lá para te marcar.

Existem outros exemplos como Greg Olsen (30 anos), Antonio Gates (35 anos), Jason Witten (33 anos), Chris Johnson (30 anos), Darren Sproles (32 anos), Adam Vinatieri (42 anos), Julius Pepers (35 anos) e isso só prova que cada vez mais a existência desses jogadores faz a diferença entre times vencedores e perdedores. Por isso, RESPEITEM OS MAIS VELHOS, CRIANÇAS!

  • Vicente Pinto

    Meu Fantasy tá só esperando o Antonio Gates voltar da suspensão 🙂