Talvez já tenhamos chegado a resposta desta pergunta. E talvez, seja até um consenso entre torcedores e até mesmo a comissão técnica. A hora de Lawrence Timmons no miolo de nossa linha linha de linebackers está chegando ao seu final.

Um dos jogadores mais agressivos, até certo ponto regular, tem errado tackles, falhado na cobertura e tem sido patético em seu posicionamento no combate ao jogo de corridas. Mas antes de trazermos este questionamento à prova, vamos dar uma revisada em algumas coisas sobre ele.

Draftado na 15ª escolha em 2007, Timmons é de uma classe incrível composta por Adrian Peterson, Patrick Willis, Marshawn Lynch, Calvin Johnson e Darelle Revis. Na época o jogador vindo de Florida State, era tido com um bom prospecto na posição, porém não era unânime entre os especialistas. Ele disputou apenas duas temporadas pela universidade da Flórida, e em 26 jogos conseguiu 114 tackles. 21.5 tackles for loss, 8 sacks e 1 interceptação.

Foi draftado para fortalecer uma defesa formado por talentos como Polamalu, Harrison e jogadores consolidados como Casey Hampton. Setor este que foi muito vitorioso que durante esta janela, ganhou Super Bowl e deu até prêmio de Defensive Player of Year para Polamalu, além de performances que arrebatou torcedores como eu, para vibrar com esta defesa que é de longe a defesa que temos assistidos nas últimas três temporadas.

Além de Super Bowl, Timmons foi nomeado em 2014 para o Pro Bowl. Nestas 10 temporadas, alternado entre a parte interna e os extremos da linha do Front 7, ele jogou 149 jogos com a camisa 94 do Steelers, destes fora, 117 como titular. Em suas atuações consegui 10 interceptações e 1 TD, 41 passes defletidos, 7 fumbles recuperados, 12 fumbles Forçados, 33,5 sacks e 634 tackles. Números que credenciam sua passagem vitoriosa por Pittsburgh.

Mas a idade começou a fazer a diferença nas atuações, mesmo tendo uma carreira saudável com poucas lesões, este fator começou a pesar da temporada passada para cá. Isto ficou mais evidente ainda com a mudança de filosofia da defesa. Com a saída de Dick LeBeau, a defesa migrou para um estilo mais intenso focado em blitzes e pressões constantes no pocket adversário. Esta mentalidade ganhou ainda mais destaque, pela incapacidade dos defensives backs, que desde a saída de Ike Taylor e Polamalu, sofrem bastante.

Além destes fatores, a perda de espaço como o maior representante do setor defensivo, são outros motivos que tem influenciado bastante Timmons. Ser coadjuvante de nomes como Shazier e Heyward, parece que se tornou um alívio para ele, e isto se refletiu em seu desempenho. A carga em ser o remanescente daquele time vitorioso pode ter influenciado negativamente, ou apenas trazido para evidência alguns defeitos de seu jogo, que eram ofuscados pelos talentos dos outros nomes.

Vamos voltar agora para a pergunta central do texto, que afinal, foi respondida nos parágrafos anteriores. Timmons esta decadência, e a idade tem pesado, após muitos anos em alto nível. E este ano será seu último, afinal está em seu último ano de um contrato relativamente caro, ainda mais para nós que temos muitas renovações importantes nestes próximos dois anos.

Existem muitos jogadores que conseguem ultrapassar os 30 anos em alto nível, podemos citar DeMarcus Ware e Ray Lewis, em um futuro próximo. Porém os comportamentos de suas defesas deram uma diminuída para absorver o talento deles, ou ambos se reinventaram para poder continuar jogando em alto nível. Isto não existe a possibilidade em Pittsburgh, não tem como fazer isso, em um sistema defensivo com tantos buracos e que tenta se reformular a quase três temporadas. Diminuir o ritmo, seria acabar com algumas virtudes de nossa equipe. E também ficou claro, que Timmons não consegue modificar seu jogo para tentar se adequar a esta nova era.

Mas a saída de Timmons, me dá um pouco de nostalgia e tristeza, é a saída do último nome daquele time campeão e que nos encheu. E é o ínicio de voltarmos nossas expectativas e torcida a novas caras, que precisam de mais qualidade no comando para buscarem trilhar um caminho vitorioso.

O futuro ainda é incerto, não acredito em um middle linebacker no draft, pois precisamos preencher outras lacunas na secundária e nos pass rushers, que há anos nos fazem falta. No elenco Moats e Williams, ainda não estão prontos e nem possuem toda a qualidade para fazer dupla com Shazier. Talvez a opção seja abrir a carteira e torcer para que os free agents possa suprir este momento. Na próxima janela, teremos disponíveis nomes como o problemático e talentoso Rolando McClain, que é bom mas não se encaixa em nosso perfil, também tem Malcolm Smith, que é razoável, mas não tem representatividade. Torço, mais é quase impossível um nome como Dont’a Hightower sobrar, e por um preço viável. Os Patriots não o deixarão sobrar no mercado.

Para resumir, o fim está chegando, e ele precisará chegar. O nível de Timmons tem descido a ladeira, e além de Timmons, Harrison também está de saída. Nosso futuro será de trabalho forte e reconstrução, já o de Timmons será um contrato gordo de três anos ou em Buccaneers da vida, ou em uma defesa como a do Raiders que precisa de experiência para reforçar seus jovens talentos.

Mas o que não podemos esquecer é da utilidade, e dos serviços prestados por este guerreiro há dez temporadas. Foram sacks, tackles e honra durante este tempo. Antes de nos despedirmos dele, precisamos agradecê-lo.