O San Diego Chargers recebeu o San Francisco 49ers no Qualcomm Stadium para a última partida da pré-temporada, no dia 1º de setembro, onde os Niners venceram por 31 a 21. Apesar do placar, o que mais chamou a atenção foi a atitude tomada pelo quarterback Colin Kaepernick e satefy Eric Reid de se ajoelharem durante a execução do hino nacional dos Estados Unidos.

Esta ação provocou a revolta dos torcedores presentes no estádio, considerando que a ocasião em si envolvia uma homenagem do time de San Diego aos militares que defendem o país ao redor do mundo.

O ato dos dois jogadores foi repetido por Jeremy Lane, cornerback do Seattle Seahawks, antes do jogo contra o Oakland Raiders. Lane se justificou afirmando que decidiu apoiar o protesto de Kaepernick, e que continuará até ver uma diferença na sociedade.

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A justificativa de Lane envolve os assassinatos de Alton Sterling e Philando Castile. Ambos eram negros e foram mortos por policiais. O movimento Black Lives Matter promove protestos desde então com o objetivo de atrair a atenção da sociedade para a questão da igualdade social entre brancos e negros nos EUA.

Após o jogo, diversas opiniões contra e a favor do quarterback dos 49ers surgiram, como a do candidato republicano para presidente Donald Trump, que foi objetivo e afirmou, “caso o jogador se sinta incomodado, ele que procure outro país para morar”. Nate Boyer, ex-soldado das Forças Especiais estadunidenses e ex-long snapper do Seattle Seahawks publicou uma carta aberta na qual apoia o protesto, afirmando que “ele não só tem o direito de se manifestar, mas também eu respeito muito a atitude dele diante da situação”.

Outros veteranos do exército também apoiaram o movimento com a hashtag #VeteransForKaepernick e até Jim Brown, ex-running back e Hall of Famer se posicionou positivamente diante do caso.

Colin, como prova do empenho na causa, disse que conheceu algumas organizações e comunidades e pretende doar US$ 1 milhão para as mesmas de modo que possam continuar com o trabalho desenvolvido até o momento.