Faltam 59 dias para a 100ª temporada da NFL e hoje relembramos mais uma grande história da liga: a revolução televisiva de John Madden! Acesse fumblenanet.com.br/nfl100 para conferir outras histórias épicas!

Em campo ou fora dele, se uma palavra pode definir John Madden, eu diria que é “onipresença”. Madden, que os jovens conhecem pelo mais tradicional e famoso game de futebol americano, fez fama como offensive tackle no College Football, chegou a ser draftado pelo Philadelphia Eagles em 1958 (uma lesão no joelho o impediu de entrar efetivamente na Liga), começou a atuar como treinador universitário logo na sequência e chegou ao staff do Oakland Raiders em 1967, de onde saiu 11 anos depois com aproveitamento de .763, a marca de “mais jovem técnico a vencer 100 jogos na carreira” e um Super Bowl no currículo.

Madden (direita) ao lado de Pat Summerall, seu parceiro de transmissões. Créditos: CBS, via Getty Images

Logo em 1979, John Madden se juntou ao time de comentaristas da CBS e, em dois anos, assumiu o lugar de principal comentarista da emissora. Migrou de emissora para emissora à medida que os contratos e os primetimes eram negociados e assim passou pelas quatro grandes emissoras do esporte (CBS, ABC, Fox e NBC), revolucionando as transmissões e atuando como um dos principais responsáveis pela popularização do esporte junto ao público americano. Preparava-se para cada partida como se ainda fosse um treinador, assistindo várias vezes as fitas dos times envolvidos, visitando treinos e analisando por horas o que houvesse de disponível de estatísticas e playbook.

Desenhando jogadas no Telestrator. Créditos: Associated Press Photo

Levou também o flipchart para a cabine e, desenhando os X’s, O’s e setas de maneira frenética, desenvolveu uma linguagem acessível a todos os públicos, destrinchando jogadas e drives quase que instantaneamente, sempre com muita paixão e energia. Inovou com o uso do Telestrator como uma ferramenta de análise de jogadas ao vivo, durante a transmissão e fazendo com que todo espectador ou torcedor conseguissem visualizar a sutileza de cada jogada. Num tempo de muitos zooms, ele pedia imagens mais amplas para ver além da bola.

Também tinha o raro talento de trazer leveza ao jogo quando identificava os erros ao mesmo tempo que os minimizava, preferindo dar destaque os acertos. Sem negligenciar seu conhecimento do esporte, as suas transmissões eram marcadas pela irreverência, senso de humor e diversão. Como se amigos se encontrassem para falar de futebol e convidassem os torcedores para a conversa, exaltando um belo bloqueio e vibrando os jogadores mais gordos, as defesas explosivas e os velhos campos enlameados. Ao narrar dos jogos do primetime do Dia de Ação de Graças, foi ele que começou com a tradição (mantida pelos canais até hoje) de dar um peru assado para o banquete dos jogadores da equipe vencedora.

Em seus 41 anos na TV, John Madden ganhou 16 prêmios Emmy Sports além de Personalidade do Ano da American Sportscaster Association Sports em 1985 e 1992. Em 1994, quando estava na Fox chegou a fechar um contrato de USD32 milhões por ano, ganhando mais do que qualquer jogador da época. Madden se aposentou em 2009, aos 73 anos, e entrou para o Hall da Fama da Transmissão Esportiva em 2010.

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