Vários jovens entram para a NFL todo ano. Isso acontece graças ao Draft, um dos eventos mais esperados e importantes da liga. O que é? Como funciona? A cerimônia marca o recrutamento dos jovens que saem da faculdade para jogar profissionalmente. A maioria jogava o College Football. Mas não é qualquer um que pode participar do Draft e existem requisitos, como: A NFL exige que o jogador tenha, pelo menos, 3 anos de formado do Ensino Médio. Muito por conta, o Estados Unidos incentivar que os jogadores façam uma faculdade para terem um diploma caso sua carreira no futebol americano seja curta.

Muitos podem achar que os fãs do esporte dão muito importância ao Draft e que se trata apenas de contratação de novos jogadores. Mas não é bem por ai. Não é uma “simples” contratação. É quando se traça o futuro dos times. Uma escolha precipitada pode prejudicar a temporada inteira. E o ideal é que aconteça o contrário né?! (É válido lembrar também que o Draft é quando sonhos de muitos jovens se tornam realidade.)

Jared Goff, primeira escolha geral do Draft de 2016
Jared Goff, primeira escolha geral do Draft de 2016

A cerimônia acontece todo ano, durante três dias, na mesma época: final de abril. São 7 rodadas e em cada rodada os times têm direito a uma escolha. O legal é que a liga procura estabelecer um certo equilíbrio na NFL. De que maneira? Fazendo com que a pior campanha da temporada anterior tenha a primeira escolha no Draft, a segunda pior campanha fica com a segunda escolha (…) A última escolha fica com o campeão do Super Bowl e a penúltima com o vice.

Outra forma de tentar equilibrar é a existência das chamadas “escolhas compensatórias”: a partir da terceira rodada as franquias que perderam jogadores de muito talento para o mercado no ano anterior possuem o direito, como o nome já diz, de compensar a perda. Diferente das escolhas “normais”, que podem ser trocadas, essas escolhas são protegidas e nenhum time pode trocá-las.

Malcolm Smith, escolha compensatória de 7º round do Seattle Seahawks e MVP do Super Bowl XLVIII
Malcolm Smith, escolha compensatória de 7º round do Seattle Seahawks e MVP do Super Bowl XLVIII

Como funciona as trocas nas escolhas “normais”? Um time pode trocar suas escolhas com outro time por jogadores ou por escolhas no Draft. Esse ano algumas trocas foram feitas: O Los Angeles Rams trocou várias escolhas intermediárias (duas de segunda rodada e uma de terceira no recrutamento deste ano e mais a primeira e terceira escolhas de 2017) para poder ter o direito da primeira escolha geral este ano. A troca foi feita com o Tennessee Titans.

Vejam bem, nem sempre ter as primeiras escolhas significa que a franquia vai ficar com os melhores jogadores e ter o melhor time na temporada. -Já que a escolha pode acabar sendo uma lambança.- E vice-versa: as vezes o time não possui as primeiras escolhas ou acaba “draftando” tardiamente o novo astro da NFL/a nova revelação, como aconteceu com Russell Wilson, Tom Brady, Antonio Brown, entre outros.

Rusell Wilson, Tom Brady e Antonio Brown
Rusell Wilson, Tom Brady e Antonio Brown

Cada time “drafta” o jogador de acordo com os seus critérios e suas necessidades. Na minha opinião, se o time for um dos primeiros a escolher deveria ficar de olho nos melhores jogadores disponíveis e depois ver quais são as posições de jogadores que precisam de reforço para a temporada.

Curiosidade: Caso o jogador seja selecionado para alguma franquia e não queira ir para a equipe que o escolheu, ele pode recusar. Mas é preciso ficar uma temporada fora tendo que participar do Draft novamente no ano seguinte.