Faltam 65 dias para a 100ª temporada da NFL e hoje relembramos mais uma grande história da liga: a implementação da Free Agency! Acesse fumblenanet.com.br/nfl100 para conferir outras histórias épicas!

Já faz parte do calendário do fã de futebol americano. Além das datas do Super Bowl e do Draft, os mais apaixonados sempre procuram saber a data da abertura da free agency. Afinal de contas, é nesse período em que muitas alterações acontecem. Franquias se reestruturam e trazem peças que por vezes decepcionam, mas por muitas outras são fundamentais para uma campanha de maior sucesso. Para manter em apenas três nomes, tivemos novos contratos para Le’Veon Bell, Earl Thomas e Trey Flowers neste ano.

O que muitos não sabem é que essa nem sempre foi a regra. A NFL presenciou a dinastia do Pittsburgh Steelers nos anos 70 e do San Francisco 49ers no 80. Nenhuma das franquias teve de se preocupar com salary cap e nem mesmo free agency. Ambas que tiveram um papel fundamental para trazer um maior equilíbrio entre os times.

Em 1989 a liga implementou um modelo novo para seu mercado interno. Denominado “Plano B”, o sistema permitia que cada franquia bloqueasse 37 jogadores de seu plantel, os impossibilitando de sair. Não foi nenhuma surpresa constatar que havia aí uma falha. O número elevado de tags facilitava demais a vida dos times, que protegiam não só os titulares mas também alguns reservas valiosos. Ao mesmo tempo em que ajudava as franquias, acabava prejudicando vários atletas. Pois diminuía possíveis ganhos com o aumento da concorrência. Alguns jogadores então, incluindo o TE Keith Jackson, o DE Garin Veris e o RB D.J. Dozier, resolveram lutar por seus direitos na justiça americana. Esse fato, em 1992, teve grande peso nos rumos futuros da liga.

No ano de 1993, enfim, foi implementada a free agency. A partir dali qualquer jogador com o contrato expirado e mais de cinco anos de experiência na liga se tornara livre para assinar com outra franquia. Se tornaram assim “agentes livres irrestritos”. Para evitar o caos completo, os times puderam proteger um jogador. A famosa franchise tag. Ainda assim, tivemos nomes históricos mudando de casa: Marcus Allen saiu para o rival Kansas City Chiefs, Vinny Testaverde para o Browns e Ronnie Lott mudou-se para Nova Iorque, jogaria pelo Jets. Mas, com absoluta certeza, o nome de maior impacto foi o de Reggie White. O ministro da defesa saiu do Philadelphia Eagles e foi um dos pilares do Packers na conquista do Super Bowl XXXI.

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