Geaux Saints: Desenhando a estratégia da Offseason 19’

Passada a ressaca do final de temporada melancólico na final da NFC, ou pelo menos em parte, temos agora que olhar para frente e começar a pensar na offseason que vem aí. Acredito que será a offseason mais importante que temos em anos, pois são poucas as lacunas que temos na equipe, e a janela como contender com Drew Brees no comando do time está cada vez menor. Ao escrever minha estratégia na offseason, falarei sobre como me posicionaria em cada posição na equipe. Mais a frente, farei o texto apenas sobre free agency e draft, então não se preocupem com a falta de nomes aqui.

  • Quarterbacks:

Essa é a posição mais sólida de todas, temos um quarterback hall of famer no comando do ataque em Drew Brees, que mesmo caindo um pouco de produção, o que é natural com a idade, ainda é, no mínimo, um jogador top 5 na posição e é muito capaz de nos levar a outro superbowl. Taysom Hill deve continuar como o coringa desse ataque, produzindo nas mais diversas posições possíveis. Como não temos escolha de 1ª rodada em uma classe fraca de QB no draft e a saída de Teddy Bridgewater é provável, não faria nenhuma jogada “cara” para trazer algum backup para Brees, traria no máximo, um quarterback no final do draft para desenvolver e compor elenco, mas sem qualquer expectativa.

  • Running Backs:

O move nesse setor me parece bem claro, renovar com Mark Ingram. Ídolo em Nola, identificado com o time e com muito a produzir ainda, ele é o complemento perfeito a Kamara, a divisão de snaps que maximiza a produção dos dois e a química deles é o principal motivo do sucesso do jogo terrestre do Saints. Devido à identificação com o time e o interesse de voltar ao Saints, não vejo uma negociação complicada, então é provável vermos “Boom & Zoom” novamente. Outro move que faria, seria trazer um running back no final do draft para desenvolver, talvez pensando mais em contribuição em Special Teams, e características de retornador. Basicamente repetir o plano que a equipe tinha com Boston Scott, dessa vez com mais êxito.

  • Wide Receivers:

Apesar de termos um All Pro na equipe em Michael Thomas, o corpo de recebedores foi um problema na temporada. Para 2019 além de Thomas, manteria Ted Ginn, que tem uma boa química com Brees e seu retorno no final da temporada foi fundamental para o ataque. Manteria também Trequan Smith, que apesar de irregular teve seus momentos e deve evoluir, além de Keith Kirkwood, wide que tenho ótimas expectativas e, para mim, deve brigar pela posição de wr2. Agora, meus movimentos relacionados a essa posição seriam feitos na free agency, primeiro, dispensaria Cam Meredith, que é um jogador que não atendeu as expectativas e liberaria um bom espaço no cap. Depois, dependendo do preço, e acredito que não seria muito, eu renovaria com Dez Bryant, que teve a temporada finalizada de forma trágica, e com um gameplan com snaps reduzidos, pode produzir bastante na liga. E para finalizar, traria um slot receiver na free agency, que está recheada de veteranos com combustível para queimar ainda.

  • Tight Ends:

Essa é a maior lacuna da equipe, o setor já era fraco na temporada passada, e com a aposentadoria de Benjamin Watson ficou ainda pior. Dos atletas que estão atualmente no elenco, acredito que ficarão Josh Hill e Garret Griffin, que apesar de serem sólidos, não me convencem para serem titulares, e não acredito que serão. A sorte da equipe é que a classe do draft de Tight Ends é a melhor em anos, e mesmo com a escolha de nº 62, acredito que estará disponível um jogador com calibre de titular. Mais para frente farei um texto sobre essa classe tão esperada.

  • Linha Ofensiva:

Esse setor é extremamente sólido, e não acredito que terão mudanças relevantes nele, afinal, foi a melhor da liga ano passado. Se Bushrod não voltar à equipe, devemos buscar um tackle para reserva na FA, com contrato nos mesmos moldes do veterano. Além disso, pode ser interessante trazer um jogador no final do draft para desenvolver e compor elenco.

  • Linha Defensiva:

O primeiro move nesse setor seria a renovação de Alex Okafor, e caso não aconteça, trazer alguém barato na free agency, que está cheia de DE’s medianos. Esse move fecharia nossos edge rushers, que são bem sólidos, temos um all pro (Cam Jordan), um sophmore que deve evoluir (Davenport), e dois ótimos jogadores que contribuiriam para rotação (Trey Hendrickson e Okafor). Já no setor de defensive tackles a situação é um pouco complicada, o primeiro a se fazer é renovar com Tyeler Davison, muito importante na defesa contra o jogo terrestre. O problema se encontra nos DT’s 3 tech que temos, pois Rankins teve uma lesão séria no fim da temporada, e não se sabe como estará no inicio da temporada 19/20, e Onyemata, seu substituto natural, foi flagrado com maconha no carro. Dependendo desses fatores, seria interessante encontrar um 3 tech na free agency para segurar as pontas enquanto eles estão fora. Outra opção é manter da maneira que está, apesar de não ser o ideal, nosso treinador de linha defensiva, Ryan Nielsen, já se mostrou criativo o bastante para conseguir suprir essas ausências.

  • Linebackers:

Além da provável saída de Manti Te’o, que apesar de gostar bastante, foi subutilizado, não vejo mudanças aqui. Nosso trio titular é bastante confiável, o melhor em anos, com Davis, Anzalone e AJ Klein, e nossos dois reservas são importantes contribuintes no special teams, Roberston e Biegel.

  • Cornerbacks:

Nosso corpo de cornerbacks é surpreendentemente sólido, e o único move a vista seria a renovação de PJ Williams, que desde a metade da temporada regular, jogou em alto nível no slot, e brigaria com Robinson pela posição. Não faria mais nada além disso, afinal, temos um dos melhores da liga em Lattimore, Eli Apple produziu bem como CB2 e se encaixou no esquema, na posição de slot estaremos bem tanto com PJ quanto com Robinson, teremos um reserva com experiência de starter em Crawley, além de um monstrinho no special teams com Hardee.

  • Safeties:

Após tight ends, a grande lacuna para 2019 é nessa posição, apesar de Vonn Bell ter tido sua melhor temporada e ter sido uma grata surpresa, Marcus Williams regrediu bastante. Como disse no início do texto, a janela para o superbowl está cada vez menor, e estamos em modo “win now”, e apesar de gostar bastante de Williams e achar errada qualquer sentença sobre ele, o meu principal move na free agency seria na aquisição de um safety. Acredito que com nosso cap space, teremos espaço para uma “splash signing”, e minha aposta seria com um free safety, para elevar o patamar da equipe e preencher uma das maiores lacunas de 2018. A classe de safeties da free agency tem nomes bem interessantes, que falarei no meu próximo texto.

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