Após uma análise do Backfield da equipe, neste episódio irei avaliar o corpo de recebedores, que apesar de não ter recebido injeções relevantes no draft, sofreu importantes mudanças na free agency, e irei comentar sobre elas.

Wide Receivers:

O plantel de wide receivers foi o que mais se movimentou na free agency em relação aos recebedores e, infelizmente perdeu o seu recebedor mais dinâmico, Brandin Cooks. O calouro de 2014 mostrou durante a sua passagem no Saints que poderia vencer qualquer um no man-to-man coverage com sua velocidade, e será uma perda considerável para Drew Brees. Mickey Loomis trouxe um jogador de características parecidas, e que também irá trabalhar como retornador, sua principal virtude, esse atleta é Tedd Ginn Jr. Apesar de Ginn ter alguns problemas técnicos, como drops, e ser de um nível bem abaixo de Cooks, acredito que ele possa contribuir para esse ataque, porque ele terá um quarterback acostumado em potencializar o potencial de recebedores comuns.

A grande estrela desse grupo é Michael Thomas, o jogador se mostra no caminho para substituir Marques Colston, melhor recebedor da história do time. Thomas teve em seu primeiro ano como profissional, uma das melhores temporadas de calouro da história, e mostrou uma capacidade de decisão, uma disciplina de trabalho, e uma ambição vistas em grandes jogadores. Thomas assumirá agora a posição de receiver #1, com Snead sendo o nº 2 no slot, no papel parece ser uma dupla promissora e confiável.

Com três jogadores já definidos no plantel, a equipe ainda terá Brandon Coleman, o big body receiver, que teve momentos decentes pelo Saints. E provavelmente terão ainda duas vagas disponíveis, que acredito que serão disputadas por três jogadores, Tommylee Lewis, Corey Fuller e Travin Dural. E nessa briga para chegar ao 53 man roster, aposto em Tommylee, que mostrou muita velocidade temporada passada, característica necessária ao plantel, e Dural, que apesar de lesões, mostrou qualidade em LSU, e vem mostrando nos minicamps.

Provável plantel: Michael Thomas, Willie Snead, Tedd Ginn Jr, Brandon Coleman, Tommylee Lewis, Travin Dural.

NOTA: 8,0

Tight Ends:

Este é provavelmente, o grupo menos confiável do ataque da equipe, que tem o costume de ter Tight Ends muito participativos no plano de jogo. Coby Fleener foi contratado para ser o tight end titular da equipe e sucessor de Jimmy Graham, porém não atendeu a metade das expectativas, e corre um risco de ser um bust. Apesar disso, ele deve começar a temporada como titular, porém se não mostrar ser o tight end que a equipe precisa, é provável que seja dispensado.

Os outros dois jogadores que devem fechar o elenco, são Josh Hill e Michael Hoomanawanui, Hill mostrou bons momentos na última temporada, e flertou com a titularidade, mostrando boas técnicas de recepção, além de ser bem melhor do que Fleener em bloqueios. Já o “Hooman”, é caracterizado como um Tight End bloqueador, dando muita solidez a linha ofensiva, porém quando solicitado para aparecer para receber também não fez feio.

Outro jogador que corre por fora, é John Phillips, que substituiu bem os jogadores lesionados temporada passada, e merece a chance de brigar por uma posição nesse plantel que não tem nada definido.

Provável plantel: Coby Fleener, Josh Hill, Michael Hoomanawanui.

NOTA: 6,5

Considerações Finais:

Depois de avaliar o grupo de recebedores da equipe, chega-se a conclusão de que o setor de wide receivers, apesar de algumas dúvidas, parece ser sólido, com Michael Thomas e Willie Snead apresentando atuações de alto nível. Por outro lado, os Tight ends, não dão confiança alguma aos fãs, se Fleener não começar a atuar como o esperado, a equipe terá que fazer algumas mudanças nesse setor para dar o dinamismo que o ataque está acostumado.

Nota Final: 7,5