Menos de dois meses para o nosso kickoff. Entramos na casa dos 50, e começamos em ótimo estilo. Jack Ham é nosso destaque de hoje. O ex-linebacker chegou ao Steelers ao ser draftado na segunda rodada, escolha 34 geral do Draft de 1971. Após o Steelers o jogador foi para…Aposentadoria. Assim com grandes ídolos do passado, Jack Ham jogou toda sua carreira em Pittsburgh, se aposentando em 1982, após 12 temporadas. Steel Curtain, é você de novo?

Não foi só no Steelers que Jack fez sucesso. Em seus dois primeiros anos pela Penn State, ele e o time da Universidade, o Nittany Lions, ficaram invictos (11-0 duas temporada seguidas). No terceiro ano, o time terminou com campanha 7-3. No seu ano de sênior, foi co-capitão do time, já mostrando seu cartão de visitas para a NFL.

Com Penn State, Ham totalizou 251 tackles. Em 1990 ele entrou para o Hall da Fama do College. No dia 11 de Dezembro de 2014, Ham foi incluído no “Monte Rushmore de Penn State”, por votação dos fãs. Ele se juntou a nomes como John Cappelletti, LaVar Arrington e Shane Conlan.

Na NFL, e consequentemente no Steelers, Jack causou impacto logo de cara. Como sabemos, conseguir ser titular rapidamente na defesa de Chuck Noll era coisa para poucos, e Ham foi um deles. Jack ganhou a vaga de titular após conseguir três interceptações contra o New York Giants no último jogo da pré-temporada de seu ano de calouro. Ali, ele já era lançado aos leões e teria que mostrar muito serviço para sobreviver, porém, ele conseguiu fazer isso muito bem. Nos 14 jogos que jogou, foi titular em todos, aliás, só perdeu a posição quando se aposentou 12 temporadas mais tarde.

Assim como quase todos os seus companheiros da cortina de aço, ele era muito saudável, e em suas 10 primeiras temporadas perdeu apenas quatro jogos. Foi considerado um dos melhores outside linebackers de sua geração.

Jack tinha características que muitos (leia-se, todos) jogadores gostariam de ter: velocidade, explosão, inteligência, alta mobilidade e ótima capacidade de ler e antecipar jogadas. Com isso conseguia estar no lugar certo e na hora certa (para nós) quando o ataque adversário iniciava as jogadas. O lado esquerdo da defesa, onde Ham atuava ao lado de Joe Greene e L. C. Greenwood, era um dos mais poderosos da liga, talvez o mais poderoso.

Jack fez parte dos quatro títulos do Steelers nos anos 70, porém no Super Bowl XIV, contra o Los Angeles Rams, foi obrigado a assistir de fora, por estar lesionado. Jogou cinco finais da AFC, ganhando quatro delas. Na segunda final de conferência do Steelers (perdemos a primeira para o Miami Dolphins em 1972), Jack retornou uma interceptação até a linha de 9 jardas do campo de defesa do Oakland Raiders. Logo depois Terry Bradshaw lançou Lynn Swann para o touchdown de 6 jardas.

Em 12 temporadas, registrou 32 interceptações, 25 sacks, 21 recuperações de fumble, foi sete vezes All-Pro e teve 8 seleções para o Pro-Bowl. Apenas um jogador usou o número 59 depois dele, e desde 1984 o número foi tirado de circulação pelo Steelers.

Nascido em Johnstown, Pensilvânia, no dia 23 de Dezembro (assim como o autor deste texto) de 1948, Jack Ham se aposentou e iniciou carreira como radialista. Teve seu próprio programa na Rádio ESPN, ao lado de Mark Madden. Ele ainda é analista de esportes na Rádio de Penn State e também aparece como analista na Rádio Wetwood One.

Quem já vestiu a #59 além de Jack Ham?

  • Todd Seabaugh (84);
  • Ray May (67-69);
  • Lou Levanti (51-52);
  • Paul O’Brien (51)