Antes de se mudar para Pittsburgh para passar toda sua carreira com o Steelers, Ike Taylor pouco havia saído do Estado da Louisiana, onde é nascido e criado. Gretna é uma pequena cidade vizinha à Nova Orleans, porém na outra margem do rio Mississipi. Ainda quando criança, se mudou com sua mãe para Raleigh, na Carolina do Norte, porém retornou para o Estado pouco depois para morar com seus tios. Vivendo em Harvey, ele estudou na Marion Abramson Senior High School em Nova Orleans, onde jogou basquete e futebol americano, atuando como running back, defensive back e kicker.

De lá foi para a Louisiana-Lafayette, onde ficou até ser recrutado pelo Steelers na quarta rodada do Draft de 2003. Apesar de correr 4.25 segundos no 40-yard dash, no Combine daquele ano, Taylor caiu no board, pois muitos times não acreditavam em seu potencial para o futuro. Na quarta rodada, com a 125ª escolha o Steelers parou essa queda do jogador e o draftou.

Nas duas primeiras temporadas, Taylor foi utilizado basicamente no special team, virando titular apenas em 2005, no lado esquerdo da secundária. Foi titular em 15 jogos da temporada regular e em todos os quatro jogos da pós-temporada, incluindo na vitória no Super Bowl XL, contra o Seattle Seahawks. Na final da AFC, contra o Denver Broncos, Ike teve uma importante interceptação, perto do intervalo de jogo. Cinco jogadas mais tarde, Big Ben lançou Hines Ward para o touchdown, que fez o Steelers abrir 24 x 3 no placar e finalizar o primeiro tempo com uma boa vantagem. No Super Bowl, Ike liderou o time com 7 tackles, além de ter desviado 2 passes e ter tido uma interceptação crucial, quando o Seahawks estava a apenas 5 jardas de entrar na endzone.

Em 2006, após sua atuação nos playoffs da temporada anterior, ganhou uma extensão de contrato, no valor de US$ 22,5 milhões por 4 anos, fazendo dele o CB mais bem pago da história do Steelers até então. Seu desempenho, todavia, não foi digno do contrato recebido, e o jogador perdeu a posição na semana 10. Retornou ao time titular apenas na última semana, porém o Steelers não chegou aos playoffs.

Na temporada seguinte, após bons desempenhos no training camp, retornou ao time titular. Sob o comando de Mike Tomlin, que substituía Bill Cowher, o Steelers chegou aos playoffs, mas perdeu em casa para o Jacksonville Jaguars. Nesse jogo, Ike registrou sua terceira interceptação consecutiva em jogos de pós-temporada. Ele já havia sido eleito o jogador defensivo da semana, após sua atuação contra o Seahawks na semana 5, onde teve 6 tackles, 3 passes desviados e uma interceptação na endozone, evitando o TD do time de Seattle.

Já com mais confiança, foi titular em toda a campanha que deu ao Steelers o sexto título de Super Bowl. Em 2009 teve um choque capacete contra capacete com o QB do Miami Dolphins, Pat White. O choque fez o jogador do Dolphins sair de campo e não retornar mais. Porém, após exames, nada de grave foi constatado com o QB (nem com o nosso CB). Em 2011 ganhou mais uma renovação de contrato, e em 2014, reestrutuou o mesmo, tendo um grande corte salarial para poder continuar com o time que dedicou a carreira inteira. Na semana 3 da temporada 2014, contra o Carolina Panthers, Taylor quebrou o braço, fazendo com que perdesse 8 jogos. Retornou na semana 13, porém após o jogo da semana 14, nunca mais retornou aos gramados.  

No dia 14 de Abril de 2015, Ike Taylor anunciou oficialmente sua aposentadoria.

Ike Taylor pode não ter sido um dos grandes cornerbacks da história da liga, ou até mesmo um dos grandes da história do Steelers, mas após a sua chegada a Pittsburgh, o jogador passou a ter uma ligação muito forte com o time e a cidade, coisa muito comum entre os jogadores que passam vários anos vestindo o uniforme black & yellow. Ao final de sua carreira, o agora ex-jogador, que é nascido no dia 5 de Maio de 1980, totaliza 517 tackles, 3 sacks, 14 interceptações e 5 fumbles forçados.

Atualmente, Ivan “Ike” Taylor é analista da NFL Now e outros programas da NFL Network.

Quem já vestiu a #24 além de Ike Taylor?

  • Doran Grant (Desde 2015);
  • Nakia Codie (00);
  • Chris Oldham (95-99);
  • Tim McKyer (94);
  • Richard Shelton (91-93);
  • Rodney Carter (88-89);
  • Rich Erenberg (84-86);
  • J.T. Thomas (73-81);
  • Kenny Graham (70);
  • Jon Henderson (68-69);
  • Jim Bradshaw (64-65);
  • John Sample (61-62);
  • Bob Luna (59);
  • Clive Bullion (59);
  • Billy Wells (57-58);
  • Dick Hughes (57);
  • Henry Ford (56-57);
  • Richie Mc-Cabe (55, 58);
  • Russ Craft (54);
  • Claude Hipps (52);
  • Ed Brett (37);
  • John Turley (36);
  • Victor Saufley (35).