Entrevista com John Sigler (@JSiglerNFL), Colunista do Canal St. Chronicles. Entrevista Realizada no dia 04/02/2017

 

Fala Galera! Seguindo a série de entrevistas com insiders do New Orleans Saints, trazemos hoje a conversa com John Sigler (@JSiglerNFL), membro do Canal St. Chronicles. Lembrando que já foi publicada a entrevista com Nick Underhill (The Advocate) e ainda publicaremos a entrevista com John Hendrix, parceiro de Sigler no Canal St. Chronicles. Lembrando que as entrevistas foram realizadas por e-mail, e que fizemos as mesmas perguntas a todos com o objetivo de ter a visão de cada um sobre a atual situação do Saints.

Hobby que virou trabalho

 

“Cresci como um fã do New Orleans Saints.” É assim que John Sigler descreve sua relação com o Saints. Sigler cresceu nas proximidades de Nova Orleans e sempre acompanhando de perto a franquia, e que decidiu transformar seu hobby, que era comentar sobre o Saints e sobre a NFL, tornando-se um blogueiro. Quando questionamos sobre a torcida, e da impressão de passividade que tivemos acompanhando de longe, Sigler até concorda, reconhecendo que os fãs já foram mais participativos, mas para ele, muito disso é culpa do próprio time, pois três temporadas seguidas de recorde negativos, diminui o entusiasmo de qualquer torcedor.

 

A Defesa e as lesões e o que o ataque pode melhorar

 

Após o fracasso de 2016, a primeira análise que se busca fazer é: O que deu errado? e quando olha-se os números sensacionais do ataque, a culpa acaba recaindo sobre a defesa. Como comentamos na entrevista com Underhill, é um fato a evolução da defesa, e Sigler até exemplifica dizendo que houve uma melhora na comunicação entre os jogadores e a queda no números de faltas. Mas para ele, a melhora só não foi maior devido a grande quantidade de lesões, colocando alguns jogadores que nem deviam estar no elenco, como titulares. Ele até já projeta 2017 indicando que, se os jogadores ficarem saudáveis e adicionarmos bons jogadores ao corpo de Cornerbacks, teremos uma grande melhora na temporada que se aproxima. Ele ainda declara ter gostado muito da chegada de Mike Nolan para exercer a função de treinador de Linebackers, pois trata-se de um profissional que já treinou grandes jogadores como Ray Lewis e Patrick Willis.

Ao falar do ataque e da preocupação de que em alguns jogos o ataque simplesmente não funcionou, John Sigler garante que continuamos espetaculares ofensivamente, mas quando enfrentamos times em que os Cornerbacks conseguiram bloquear nossos Wide Receivers, o ataque aéreo não conseguiu produzir. Ele ainda diz que Sean Payton e Drew Brees sempre vão querer lançar a bola e que trocar para o jogo corrido nesses casos não é tão simples. Outro fator que ele destaca é a perda do jogo de passe para Running Backs: “Nosso ataque estilo West Coast deve permanecer o mesmo, mas encontrar um Running Back melhor para receber passes contra um corpo Linebackers fraco, seria de grande ajuda. Esse elemento do ataque foi perdido. Pela primeira vez desde que Sean Payton se tornou treinador, nenhum Running Back dos Saints recebeu para 20 jardas ou mais em média por jogo.”

Assim como fizemos com Nick Underhill, pedimos para John Sigler participar do Geaux Saints Awards, indicando nomes para os Prêmios de MVP, Offensive Player of the Year (OPOY), Defensive Player of the Year (DPOY), Rookie of The Year (ROY), Surpresa do Ano e Decepção do Ano:

– MVP: “Drew Brees. Esse time talvez não teria vencido tantos jogos sem ele, por causa da nossa fraca defesa. Ele é um Quarterback elite, e não temos tantos assim na NFL.”

– OPOY:Mark Ingram. Ele teve seu melhor ano correndo com a bola em 2016, e ainda foi bem bloqueando e recebendo passes.

– DPOY:Cameron Jordan. Ele liderou o time em sacks e tackle for loss, e foi um dos melhores Defensive Ends de toda a NFL. Ele precisa mais ajuda para receber mais atenção

– ROY:Michael Thomas. Ele teve as melhores estatísticas de Wide Receiver calouro de todos tempos no Saints e teve grande impacto no ataque, mais que qualquer uma imaginaria.”

– Surpresa do Ano:John Kuhn. Ele foi contratado como free agent nos últimos momentos antes do training camp, mas se transformou em uma peça importante. Ele foi um grande bloqueador e fez sua parte quando recebeu ou correu com a bola.

– Decepção do Ano: “Stephone Anthony. Ele foi draftado na temporada de 2015 para começar todos os jogos, mas ele não foi bom suficiente para isso no seu segundo ano. Eu espero que um novo treinador de Linebackers possa ser capaz de ajudá-lo.

 

Um 2017 para reforçar a defesa

 

Ao mudar a conversa para falar sobre a temporada de 2017 e quais os principais buracos no elenco e onde precisaríamos de reforços, John Sigler, apesar de achar que não temos um bom corpo de Linebackers, acredita que essa posição não deva ser tratada com prioridade nessa offseason. Para ele, reforçar o pass rush e corpo de Cornerbacks, são mais importantes no momento, principalmente para ajudar Cameron Jordan no edge e por existir uma indefinição de quem serão os Cornerbacks dos Saints em 2017. Ele complementa reconhecendo a falta de talento no nosso corpo de Linebackers, mas acredita que mesmo assim seremos capazes de ganhar jogos com os jogadores que já estão no time, diferente das outras duas posições citadas como necessidades maiores.

Aproveitando o assunto levantado, questionamos Sigler sobre quais deveriam ser os alvos do Saints na Free Agency e quem seriam os prospectos, na opinião dele, escolhidos nas três primeiras escolhas da franquia. Ele acredita que está mais fácil reforçar o corpo de Linebackers na Free Agency, e que adicionaremos um pass rusher e um Cornerback tanto no Draft, quanto na Free Agency, trazendo pelo menos um jogador de cada posição citada em cada uns dos períodos. Ele indica que A.J. Klein, Linebacker reserva de Luke Kuechly no Carolina Panthers, seria uma boa aposta sem gastar muito dinheiro. Os outros dois desejos de Sigler serão bem mais caros, já que ele gostaria de ver Melvin Ingram, do agora Los Angeles Chargers, como pass rusher do Saints, e o Cornerback do Houston Texans A.J. Bouye, que Sigler comparou ao ótimo Keenan Lewis, dispensado devido a uma lesão crônica antes do início da temporada de 2016. Os dois últimos jogadores indicados por Sigler chegam valorizados nessa Free Agency e deverão custar um bom dinheiro. Passando para o Draft, na nossa primeira escolha, ele acredita que o Defensive End Derek Barnett, da Universidade de Tennessee é o melhor nome, afirmando que Barnett além de muito jovem, é muito talentoso e foi um jogador dominante no College. Na segunda rodada, o nome preferido de Sigler é o Linebacker da Universidade de Vanderbilt, Zach Cunningham, por se tratar de um jogador muito inteligente e produtivo, que defende bem tanto as jogadas corridas, como as jogadas de passe. Já na terceira rodada, a escolha dele seria Chidobe Awuzie, da Universidade do Colorado, pois Awuzie é um jogador alto e físico, e poderia se transformar em um playmaker, além disso, ele ainda é muito versátil, podendo jogar como outside Cornerback, nickel e até mesmo como Safety.

Por fim, ao questionarmos sobre a reconstrução do Saints e se em 2017 voltaríamos a brigar por playoffs. John Sigler acredita que tudo tem sido executado de acordo com o plano traçado para essa reconstrução, e parte disso foi a de substituir jogadores e técnicos que não estavam entregando bons resultados. Sigler ainda completa: “O saints tem muito espaço no salary cap e boas escolhas de draft para adicionar novos jogadores. Eles estão próximos de serem competitivos novamente“.