Está chegando o draft 2018, galera pele-vermelha!  As esperanças se renovam mais uma vez, como todo ano: afinal, se até os Eagles agora tem um anel de Super Bowl, está na hora de aumentarmos nossa coleção!

E como chegamos para o draft?  Como iremos draftar, necessidade ou melhor jogador disponível?  Quais as perspectivas para TODAS as rodadas do draft?  Várias perguntas e, portanto, várias respostas – e vamos por partes, como diria Jack, o Estripador.  

Como pontuei neste artigo, entendo que nossas principais necessidades não atendidas são a secundária e a linha defensiva.  Há ainda mais uma necessidade patente no roster: no elenco dos Redskins, hoje, brigam pela posição de titular na posição de left guard, Alex Baducci (Center/Guard, que parece um projeto pessoal de Bill Callahan, nosso técnico de OL), Tony Bergstrom (também conhecido como Viking Velho, C/G), Orlando Franklin (G), Tyler Catalina (G, crush do colega Fabricio Vera) e Arie Kouandjio (G).

Por esta nominação de jogadores do roster, sabendo que até o momento não reassinamos nosso ex-titular Shawn Lauvao, um guard mediano que faz razoavelmente bem o trabalho de proteção do passe mas não ajuda muito o jogo corrido, selecionar um bom prospecto para assumir a posição de left guard  é algo bastante necessário, também…

Washington Redskins no NFL Draft

Pontuadas as necessidades, podemos falar sobre o melhor meio de ir ao draft, selecionando por necessidade ou por melhor jogador disponível, a tradução do termo BPA, muito utilizado em inglês.

Nossas escolhas para o draft 2018, até o momento, são as seguintes: 13ª  (1ª rodada); 44ª (2ª rodada); 109ª (4ª rodada); 142ª (5ª rodada); 163 (5ª rodada); 205ª (6ª rodada); 231ª (7ª rodada); e 241 (7ª rodada).  São 8 escolhas neste draft, que devem atender às necessidades do elenco, além de, quando possível, serem a melhor escolha disponível.

Na primeira rodada, é algo comum falar que deve-se sempre escolher por BPA.  Entretanto, este conceito é meio relativo: caso o BPA seja um T, por exemplo, uma posição que temos titular e reserva imediato para ambas as posições da linha, e levando em consideração que a linha ofensiva, idealmente, não tem uma rotação muito grande, uma seleção ali não seria recomendável, porque seria um jogador que dificilmente veria o jogo de outro lugar que não o banco – e sempre queremos que uma escolha de primeira rodada tenha impacto logo em seu primeiro ano de contrato.  

Assim, o conceito de BPA deve ser desmistificado: a escolha deve ser o BPA dentre as posições que o elenco não está lotado de jogadores.  Falando diretamente sobre um prospecto de 2018: Bradley Chubb, um EDGE, não recairia na situação acima, pois apesar de termos titulares em ambos os lados do pass rush, a posição exige uma rotação maior que a linha ofensiva.  Podemos, assim, ir de BPA na escolha.

“E as necessidades, seu acéfalo sem o quase?”, vocês perguntariam.  E eu respondo: as necessidades devem ser atendidas no decorrer do draft.  A classe completa terá a escolha de 256 jogadores – por que correr para tentar solucionar a necessidade logo na primeira escolha e deixar passar um jogador excepcional, que pode vir a ser o futuro da franquia?

E, pensando em primeira escolha, há alguns nomes que, não sendo necessidades imediatas a meu ver, deixariam este torcedor contente: Bradley Chubb (Edge), Saquon Barkley (RB), Roquan Smith (ILB).  Só esses, porque são posições que temos titulares estabelecidos (há os que discordam de mim quanto à posição de RB e que, diga-se de passagem, talvez sejam maioria).

Os demais, a meu ver, são necessidades que casam com BPA: Denzel Ward (CB), Derwin James (S) e Minkah Fitzpatrick (S/CB) melhorariam o teto de nossa secundária instantaneamente, sendo que, caso sobrem na 13ª escolha, devem ser selecionados de qualquer modo.

O G Quenton Nelson, por sua vez, para mim seria o melhor casamento de BPA com necessidade – um sonho bastante distante que, infelizmente, não se realizará: aposto uma bala Juquinha com qualquer um que ele não passa do top 8 deste draft.

Como valores já mais “terrenos” e fora do campo dos sonhos, alguns jogadores se destacam como mais plausíveis na 13ª escolha: o NT Vita Vea, o DT Da’Ron Payne, o DT Maurice Hurst, o RB Derrius Guice, e o G Isaiah Wynn.  Considero todos estes como uma boa escolha – à exceção do NT Vita Vea, por motivos que explicitarei em outro texto, mas sou quase voto vencido –, até porque não vejo muita diferença de talento entre jogadores fora os que mencionei acima e os demais.  A partir da 13ª, justamente nossa posição, em função de uma prevista corrida por QBs no top 10, com pelo menos 4/5 saindo antes de nossa posição, vejo muita paridade entre o talento dos candidatos, até pelo menos a 22ª posição.

Não perca as contas: são 7 jogadores sensacionais ao todo, 4 deles um fit BPA/Necessidade para os Redskins, mais 4/5 QBs – que entendo que devemos passar longe na primeira rodada.

Como todos os melhores jogadores – à exceção de QB (ergam as mãos pros céus) – casam bem a questão BPA e necessidade, qualquer um que sobre para nós será uma baita escolha, assim como qualquer um dos citados dois parágrafos acima.

O que eu acho que irá acontecer?  A quem interessar possa, não acho que deixaremos passar quaisquer dos 7 nomes que vejo como blue chips, caso caiam para a 13ª escolha.  E, caso não caiam no draft – o que é possível -, acredito que iremos selecionar um jogador de linha, seja ofensiva, seja defensiva, porque, como disse, não vejo muita alteração de talento entre os jogadores da 13ª a 22ª posição (na realidade, até a 40ª, mas isso é meio polêmico).

E para as demais rodadas?  A resposta é simples: atenderemos as necessidades.

De acordo com uma pequena pesquisa interna corporis na comunidade do Redskins Brasil, descobrimos as necessidades que precisamos ter atendidas, por ordem de voto: 1) LG/DT (empate); 2) S; 3) ILB; 4) RB; 5) WR/CB.

Dois comentários sobre a pequena pesquisa feita: surpreendeu-me que a necessidade de cornerbacks foi mencionada o mesmo pequeno número de vezes que a de wide receivers; o empate das posições de LG/DT ocorreu somente com uma pessoa não mencionando a posição como necessidade em cada posição.

E é isso: viva Gerônimo e que Touro Sentado ilumine o draft de Allensnyder!

#HTTR
#EuSouRedskins

texto por Antonio Cruz
revisão por Diogo Miranda

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