Desde que chegou em Pittsburgh na temporada passada. Nosso running back de 33 anos tem nos dado muitas alegrias. Com a camisa do Steelers, ele já disputou 20 partidas e correu para 1172 jardas e 14 TDs, números excepcionais para um jogador que chegou para suprir a ausência de Bell.

Jogador querido pelo nosso elenco e torcida. DeAngelo Williams possui uma história na NFL gigantesca. Além de vestir nosso manto, ele foi jogador do Carolina Panthers por oito temporadas. Onde também teve uma boa passagem e uma seleção para o Pro Bowl de 2009.

Quem vê este atleta em campo, correndo e nos dando alegrias, muitas vezes não imagina, uma parte de sua vida que mexeu e ainda mexe com ele.

Natural do estado do Arkansas, conviveu sua infância e adolescência com as dificuldades de uma vida simples e seus esforços para se firmar no futebol americano, e desta forma, alcançar seus objetivos. Sua mãe, Sandra Hill, sempre teve um papel muito importante em sua vida. Sempre batalhou muito para cria-lo. Após ser um dos melhores prospectos do país na posição, Williams recebeu uma bolsa de estudos para jogar futebol americano e competir no atletismo pela Universidade de Memphis no Estado do Tennessee.

Em sua temporada como senior em Memphis, Williams recebeu uma notícia muito difícil. Sua mãe havia sido diagnosticada com câncer de mama. Este diagnóstico os preocupou, porém não os abateu. Durante 10 anos, a Sra. Sandra Hill lutou bravamente contra o câncer. Neste período, ela sempre foi muito presente na vida e carreira de seu filho. Sempre com um sorriso no rosto, sempre motivou Williams, que corria com muito talento e vigor pelas trincheiras.

Mas em maio de 2014, a Sra. Hill faleceu, após um árduo combate contra esta doença terrível. Este fato influenciou muito DeAngelo Williams, que a partir deste momento resolveu dedicar seus esforços em ajudar no combate ao câncer de mama nas mulheres norte­americanas. Williams trabalha em parceria com instituições como Susan G. Komem For The Cure. Além deste trabalho com esta organização, ele também ganhou destaque ao iniciar trabalhos com uma fundação que leva seu nome, que ajudou e ajuda muitas mulheres em hospitais do estado da Carolina do Norte.

Ele também utiliza em seu cabelo durante as partidas da NFL, ornamentos rosas em suas trancinhas. Seu engajamento inclusive causou entraves e multas da liga. Em outubro de 2015, foi multado em $5 mil dólares por ter escrito abaixo de seus olhos a frase “Find the cure” (Procure a cura), menção feita pela conscientização e prevenção ao câncer de mama. Pois a NFL, tem uma política muito interventora e rígida em relação à composição dos uniformes dos atletas e franquias.

NFL pode ser o mal, mas também veste rosa

A liga também veste rosa. No mês de outubro, todos os jogadores e funcionários de campo da liga vestem roupas ou acessórios rosas. Além desta medida, a NFL faz frequentemente doações financeiras e eventos em prol desta causa. A liga faz leilões beneficentes, venda de produtos com porcentagem revertida a causa, publicidade direcionada, além de patrocinar instituições como a Associação Americana de Câncer.

A NFL tem em sua filosofia de trabalho a rigidez em algumas de suas ações, muitas vezes criticada pela imprensa, técnicos e atletas. Mas não podemos negar que a liga tem feito um trabalho muito forte e presente na sociedade americana e suas causas. Não é só câncer, a NFL faz outros bons trabalhos. Este sentimento de retribuição a sociedade é algo muito comum na mentalidade dos norte­-americanos.

O CÂNCER DE MAMA

Gostaria de deixar de falar um pouquinho de futebol americano e focar estas linhas finais à prevenção e o combate a esta doença tão perversa que todos os anos tem tirado de suas famílias milhares de mulheres.

Este tipo de tumor é raro até os 35 anos de idade. Porém, existem muitas mulheres afetadas por este mal, abaixo desta faixa etária determinada. Esta doença é maligna, é mais comum em mulheres, mas esporadicamente podem ser encontradas também em homens.

Todos os anos no Brasil são encontrados quase 60 mil novos casos de câncer de mama. O diagnóstico deste mal é feito através do autoexame na procura de possíveis nódulos, porém o procedimento mais adequado e preciso é através da mamografia que deve ser realizada anualmente.

Nódulos com tamanho de até um centímetro possuem uma taxa de cura de até 95%. Por este motivo, o diagnóstico precoce é tão importante. A medicina aconselha que as mulheres realizem anualmente a mamografia após os 40 anos. Porém se você possui histórico familiar da doença, procure seu médico.

Gostaria de fazer mais um pedido especial para as mulheres. Sei que temos leitoras! Realizem a mamografia anualmente após os 40 anos. Quanto mais rápido for identificado esta doença, maior é sua probabilidade de cura.

Embora sei que existam leitoras, creio que nosso público maior de leitores seja masculino. Por este motivo, solicito a ajuda de vocês também. Conscientizem e cuidem das mulheres de vocês. As levem para realizar consultas periódicas ao ginecologista e para fazerem a mamografia. O amor consiste não apenas em dizer “eu te amo”. Este sentimento é consolidado através de atitudes. E este ato, de cuidar e se preocupar com elas é uma demonstração efetiva de amor.

Pessoal, juntos nós podemos vencer este inimigo silencioso!

#HEREWEGO!