Curiosidades do Draft – Quando foram selecionados os quarterbacks da NFL?

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Num ano em que tanto se fala sobre a classe de quarterbacks, do quão seguro seria draftar um futuro signal caller para a sua equipe ou do potencial de titularidade imediata dos mesmos, resolvi fazer uma lista de em quais posições do draft foram escolhidos os quarterbacks tidos como titulares das franquias neste momento.

É sempre válido reforçar que eu não tenho bola de cristal pra saber se essas titularidades irão se manter até a temporada 2017, entãovamos à lista, que convenientemente separei por divisão:

1AFC North

O Baltimore Ravens, que necessitava substituir um aposentado Steve McNair, e na estreia de John Harbaugh como head coach, foi na primeira rodada do Draft 2008 e selecionou, com a 18ª escolha geral, Joe Flacco, da pequena Delaware.

O Browns, com muitas posições para preencher no Draft 2016, com uma diretoria de mentalidade nova e apostando em tirar ao menos um ano de Robert Griffin III, preferiu esperar até a 93ª escolha, no 3º round, para selecionar Cody Kessler, que com uma série de lesões se viu tendo que entrar em campo como titular.

O Cincinnati Bengals tinha em 2011 Carson Palmer como titular e Bruce Gradkowski como reserva, mas optou por selecionar um novo quarterback para responder aos pedidos de troca e ameaças de aposentadoria de seu titular. Então com a 35ª escolha, no 2º round, selecionou Andy Dalton, de TCU, e trocou Palmer com o Oakland Raiders.

O Pittsburgh Steelers tinha Tommy Maddox como titular, mas optou por aproveitar o rico draft de 2004 para adicionar um novo quarterback na disputa. Escolheu, com a 11ª pick, no 1º round, Benjamin Roethlisberger, que acabou ainda em sua primeira temporada tomando a titularidade.

2AFC East

Pelo Buffalo Bills, o por hora titular Tyrod Taylor foi selecionado em 2011, com uma escolha de 6ª rodada (180ª) pelo Baltimore Ravens, para que pudesse ser reserva de Joe Flacco. Quando o seu contrato de calouro se encerrou, o Buffalo Bills contratou Taylor para disputar posição, e acabou se tornando o novo titular.

Ryan Tannehill foi selecionado pelo Miami Dolphins com a oitava escolha geral do draft 2012. Foi um ano tido como prolífico para recrutar quarterbacks, e Miami optou por trazer um jogador que pudesse não apenas competir, mas superar Matt Moore, que ficou na franquia como mentor e reserva de Tannehill.

O caso de Tom Brady e o New England Patriots é o mais emblemático da história do Draft da NFL e você já deve ter ouvido à exaustão que ele foi selecionado com a 199ª escolha do Draft do ano 2000, sendo apenas o sétimo quarterback draftado no ano.

Christian Hackenberg é possívelmente apenas mais um nome na recente ciranda de quarterbacks do New York Jets, a prova viva da dificuldade que existe em encontrar um franchise quarterback nos dias de hoje. Hackenberg foi draftado com a 51ª escolha geral, no 2º round do ano passado, 2016.

3AFC South

Você deve saber também o tamanho do buraco em que o Houston Texans se meteu recentemente no que diz respeito à situação de quarterbacks: o seu titular de 2016, Brock Osweiler, teve um desempenho tão ruim que foi trocado para o Cleveland Browns apenas para que Houston se livrasse de seu peso no teto salarial. Tony Romo, com quem Houston contava para assumir a titularidade sem precisar sair do estado do Texas, se aposentou e irá trabalhar na CBS. Restou Tom Savage, escolha de 4ª rodada (135ª pick) do ano de 2014, para segurar a batata quente no Texans.

Andrew Luck foi possivelmente uma das decisões mais complexas (mas por outro lado, mais fáceis) que já foram tomadas na história da franquia de Indianapolis. Peyton Manning era o titular, mas havia perdido uma temporada inteira com uma séria lesão de pescoço, e não havia certeza de que ele voltaria a jogar futebol americano. O Colts se aproveitou da pior campanha de 2011 e garantiu Andrew Luck, tido como o melhor prospecto de quarterback a sair do College Football desde o próprio Manning, com a primeira escolha geral de 2012.

Blake Bortles foi escolhido pelo Jacksonville Jaguars com a 3ª escolha geral do draft 2014, um ano que deu para a NFL 3 quarterbacks titulares (talvez 5 num futuro próximo) e substituiu outro quarterback que foi aposta de primeira rodada, Blaine Gabbert.

Em 2015, depois de muita discussão de qual seria o melhor quarterback e quem os selecionaria, o Tennessee Titans usou a sua segunda escolha geral para recrutar Marcus Mariota, de Oregon, e substituir Jake Locker, tentativa recente de franchise quarterback, mas que por falta de vontade de continuar no esporte se aposentou após 4 temporadas no Titans.

4AFC West

O Denver Broncos conseguiu dar um segundo título a Peyton Manning em seu último jogo como profissional, mas ficou a ver navios quando o então reserva Brock Osweiler resolveu não continuar no Colorado, mas assinar com o Houston Texans. Então ficou no elenco apenas com Trevor Siemian, escolha de 7a rodada (250) de 2015. Para reforçar, trouxe Paxton Lynch, escolha de 1º round (26º), por quem o Broncos precisou fazer um trade up com o Seattle Seahawks para selecionar.

Alex Smith é o fruto de uma das decisões da história da NFL que mais deve gerar arrependimentos: foi escolhido com a primeira pick geral pelo San Francisco 49ers em 2005, deixando para trás um dos que (discutivelmente) é o melhor quarterback da atualidade: Aaron Rodgers. O quão diferente o futuro do 49ers teria sido selecionando Rodgers e não Smith? Quando Smith foi colocado no banco por Colin Kaepernick, foi adquirido pelo Kansas City Chiefs em 2013, numa troca que valeu uma escolha de 2º round e uma condicional para San Francisco.

Phillip Rivers foi, de certa forma, espólio de guerra para o San Diego Chargers, que em 2004 já havia selecionado Eli Manning com a primeira escolha geral. Com a troca que foi realizada, o Chargers recebeu a 4ª escolha geral e a utilizou em Rivers.

Derek Carr encerrou uma fila de franchise quarterbacks mal sucedidos no Oakland Raiders que vinha desde Rich Gannon, em 2004. Uma escolha de segundo round (36ª) foi usada no jogador.

5NFC North

Passada a era Jay Cutler no Bears, o investimento recente – e que a diretoria jura de pés juntos que será o titular em 2017- é Mike Glennon, escolha de 3º round do Draft 2013 pelo Tampa Bay Buccaneers e recém-adquirido como free agent.

Matthew Stafford foi a primeira escolha geral do Draft 2009, saído da Universidade da Geórgia, e foi quase que imediatamente colocado como titular pelo novo head coach do Lions, Jim Schwartz (hoje coordenador defensivo do Philadelphia Eagles).

Aaron Rodgers, como citamos acima, foi a “vítima” da decisão do 49ers em selecionar Alex Smith no topo do Draft 2005, e acabou saindo apenas na 24ª pick – a situação fica pior se lembrarmos que Rodgers jogou na Universidade da Califórnia, sendo, portanto, ídolo local – e chegou ao Green Bay Packers como um reserva de luxo para Brett Favre, a quem acabou substituindo em 2008, quando este anunciou a sua primeira aposentadoria.

O Minnesota Vikings trouxe Teddy Bridgewater de surpresa, no final (32ª escolha geral) da primeira rodada, quando o Houston Texans já esperava salivando para o escolher no começo do 2º round. O Vikings precisou fazer uma troca com Seattle e gastou uma escolha de 2º round e uma de 4º para subir de volta para a primeira rodada e escolher seu quarterback. No momento não sabemos se Bridgewater jogará na temporada 2017 (ou em algum momento), e seu substituto, Sam Bradford, foi primeira escolha geral do Draft 2010 pelo (na época) St. Louis Rams.

6NFC East

Na cidade de Dallas em 2016 se esperava mais uma temporada com Tony Romo na titularidade, mas uma lesão séria em uma partida de pré-temporada acabou dando oportunidade a um calouro para jogar: Dak Prescott, 135ª escolha geral (4ª rodada) foi o titular do Cowboys e teve um desempenho tão bom que foi escolhido como calouro ofensivo do ano e até “aposentou” o seu outrora mentor, Romo.

Eli Manning é outro dos casos curiosos da história do Draft da NFL, pois foi selecionado com a primeira escolha geral do ano de 2004 pelo San Diego Chargers, mas declarou abertamente que não queria jogar pela franquia. O New York Giants, que tinha a 4ª escolha geral, trocou com o Chargers e ficou com Eli naquele ano.

No Draft de 2016, o Philadelphia Eagles decidiu escolher um novo quarterback para trabalhar e subiu de sua 13ª escolha até a 2ª geral, onde poderia esperar com calma a decisão do Los Angeles Rams entre um dos dois signal callers mais cotados. Acabou escolhendo Carson Wentz, de North Dakota State, e repondo a escolha de primeira rodada de 2017 que teve que ceder para subir na troca mandando o antes titular Sam Bradford para o Minnesota Vikings.

Kirk Cousins e o Washington Redskins vivem um caso de amor e ódio: Cousins foi selecionado em 2012, no 4º round (102ª escolha) do mesmo ano em que Robert Griffin III, para ser um seguro para a franquia em caso de lesão do titular. Acabou se tornando titular, mas pelo segundo ano seguido não consegue negociar uma renovação de contrato de longo prazo, e jogará na temporada 2017 sob efeito de Franchise Tag.

7NFC South

Matt Ryan foi a terceira escolha geral do Draft de 2008, quando saiu de Boston College para assumir a titularidade do Atlanta Falcons (muitos fãs do Miami Dolphins não perdoam o time por terem passado Ryan para selecionarem Jake Long, offensive tackle).

Cam Newton foi o primeiro escolhido do Draft 2011, de onde se acreditava que podiam sair vários titulares (hoje apenas 3 são titulares – não os 3 que eram previstos), pelo Carolina Panthers, que havia acabado de contratar Ron Rivera como head coach.

Drew Brees foi escolhido pelo San Diego Chargers em 2001, com a 32ª pick (a primeira do 2º round, já que o Houston Texans não existia ainda), mas uma séria lesão no ombro (e a presença/investimento de Phillip Rivers no Chargers) fizeram com que o time o liberasse para assinar com outros times. Sean Payton o convidou para o New Orleans Saints e conseguiu o seu quarterback titular.

Primeira escolha geral do Draft 2015, Jameis Winston foi o vencedor do duelo de melhor quarterback do recrutamento contra Marcus Mariota (no julgamento do Tampa Bay Buccaneers, ao menos) e rapidamente assumiu a titularidade da equipe.

8NFC West

Carson Palmer foi selecionado na primeira escolha geral do Draft 2003 como jogador do Cincinnati Bengals. Após uma série de temporadas ruins do Bengals, pediu para ser trocado e foi parar no Oakland Raiders e, em seguida, no Arizona Cardinals, onde voltou a ter bons desempenhos sob o comando de Bruce Arians.

Jared Goff foi o primeiro escolhido do último draft, numa manobra de troca do Los Angeles Rams em que foram cedidas duas escolhas de primeira rodada, duas de segunda e duas de terceira para o Tennessee Titans. Em sua primeira temporada, jogou apenas metade dos jogos como titular e teve desempenho muito ruim.

Brian Hoyer seguiu a sina de muitos jogadores não draftados na liga: depois de ser banco de Tom Brady no New England Patriots entre 2009 e 2011, rodou por Steelers e Cardinals como backup até que teve no Browns, com Kyle Shanahan de coordenador ofensivo, uma oportunidade como titular e entregou um bom desempenho. O nível de jogo que mostrou o levou para Texans e Bears como reserva-que-acabou-jogando e agora o mesmo Shanahan o chamou para, ao que tudo indica, ser titular do San Francisco 49ers.

O Seattle Seahawks queria um novo quarterback em 2012, e tinha no seu roster Tarvaris Jackson e Matt Flynn. No 3º round do Draft, escolheu Russell Wilson, de Wisconsin, e viu o calouro se portar tão bem no training camp que assumiu a titularidade para não mais largar.