Nov 30, 2017; Arlington, TX, USA; Washington Redskins wide receiver Ryan Grant (14) runs against Dallas Cowboys safety Byron Jones (31) and Dallas Cowboys cornerback Orlando Scandrick (32) in the first quarter at AT&T Stadium. Mandatory Credit: Tim Heitman-USA TODAY Sports

Por Pedro Jorge Marinho

Colaboração: Carol Vago

A nova temporada da NFL foi oficialmente aberta, marcada pela Free Agency, no início do mês de março. A filosofia que vem sendo implantada no time desde a temporada 2017-2018, as contratações para o front office, as alternativas encontradas para o coaching staff e os movimentos no período até então, têm evidenciado a forma como o Colts será reconstruído, pelo Draft, que ocorreu entre os dias 26 e 28 de abril. Até o momento, o Colts contratou Denico Autry, DE que atuou pelos Raiders na temporada anterior, Eric Ebron, TE ex-Lions, o WR Ryan Grant, que atuou pelo Washington Redskins na temporada de 2017, o IOL Matt Slauson, ex-Chargers, o LB Najee Goode, vindo do Eagles, o CB Kenneth Acker e o OT Austin Howard, ex-Ravens.

Hoje, trazemos um pouco da história de Ryan Grant, jogador que irá integrar um novo corpo de wide receivers, agora reforçado também com os jogadores provenientes do Draft.

 

O INÍCIO NO HIGH SCHOOL

Ryan nasceu em Beaumont, no Texas, tendo estudado na West Brook Senior High School. Foi pelo Bruins que o jovem jogador venceu o título do District 21-5ª com bons números. Por consequência, permitindo-o ser nomeado first-team All-District. Ainda que bons, os números e o desempenho de Grant foram suficientes para ser ranqueado apenas como um jogador duas estrelas pelo rivals.com.

Os recordes de Grant foram de 41 recepções, 658 jardas e 4 touchdowns em seu ano de junior. Já na temporada de senior, foram 42 recepções, 717 jardas e 7 touchdowns. Essas conquistas foram marcadas por três anos consecutivos de avanço aos playoffs.

 

A CHEGADA A TULANE

Em 2008 carimbou sua chegada a Tulane, jogando pela universidade entre 2009 e 2013, não tendo ofertas de outras universidades. Pela universidade, liderou a Conference USA, anotando 1149 jardas no ano de 2012. Tanto na temporada de junior quanto na de senior, foi selecionado para o first-team All-C-USA.

Durante sua carreira universitária, em 47 jogos: 196 recepções convertidas em 2769 jardas e 21 touchdowns. Avaliado como um prospecto a ser selecionado apenas no sexto round.

 

O PRÉ-DRAFT

Chegou à NFL com questionamentos sobre tamanho, velocidade e nível de competitividade. De acordo com o scouting report da Bleacher Report, Grant conseguia “batalhar de forma surpreendente em 50/50 balls”. Capaz de trabalhar bem contra defesas em zona. Também sabia se posicionar de forma a tornar-se um alvo fácil para o quarterback. Além disso já possuía conhecimento de toda a árvore de rotas.

Ainda que conseguisse correr todas as rotas, ainda precisava de um aprimoramento. Além disso, em momentos onde tinha necessidade de ajudar em bloqueios não conseguia ser efetivo graças a limitação de força e tamanho. No NFL Combine, teve o melhor tempo no 3-Cone Drill, com 6,68 segundos, mostrando sua agilidade.

A baixa expectativa no Draft tornou os dias de espera um pouco diferentes para Ryan. Não estava com a família nem esperando ansiosamente em frente a TV, mas na academia tentando distrair a cabeça. Uma ligação de Jay Gruden o impressionou. O HC perguntou-lhe como ele se sentiria como um redskin. Foi então selecionado na 142ª (5º Round) escolha do Draft de 2014.

 

A CARREIRA NA NFL

O calouro teve que brigar bastante por uma vaga no roster, já que a franquia de Washington tinha bons jogadores na posição, como o veterano, e velho conhecido, Pierre Garçon, DeSean Jackson e Santana Moss. Nesta temporada Grant teve pouco impacto. Foram 7 recepções para 68 jardas e nenhum TD. Em 2015, mesmo com a adição de Jamison Crowder, o #14 melhorou seus números. Teve 23 recepções, 268 jardas e 2 TDs.

Em 2016, o crescimento não se manteve e ele terminou a temporada com apenas 9 recepções e 76 jardas. Já em 2017, ano de contrato, Grant mostrou muita evolução e competência ao terminar a temporada com 45 recepções, 573 jardas e 9 TDs. Poderia ser uma salvação para sua permanência no Redskins, mas a franquia viu que precisaria abrir espaço nos salários do time para contratar o QB Alex Smith, ex-Chiefs. O próprio treinador Jay Gruden afirmou após um treinamento que o WR era muito versátil, podendo correr todas as rotas que lhe pedissem para executar. Ryan Grant teve sua passagem pela franquia de Washington encerrada dias após o fim da temporada, marcado pelo Super Bowl LII.

 

A CHEGADA A INDIANAPOLIS

Inicialmente, estava praticamente acertada sua ida para o Baltimore Ravens. Contrato de 4 anos, 29 milhões de dólares – sendo 14,5 milhões garantidos. Tudo certo, mas no dia seguinte o General Manager do Ravens, Ozzie Newsome, anunciou que desistiram de sua contratação. Os médicos do time detectaram uma possível lesão no tornozelo do jogador. Chris Ballard, que não tem o costume de dar “overpay” em free agents, discutiu os termos de um contrato mais “magro” com o jogador e seu agente. Acertou-se então a sua vinda para Indianapolis. Contrato de um ano, base de 1 milhão de dólares mais 4 milhões de dólares de bônus do roster. Ballard reafirmou sua capacidade de fazer jogadores aceitarem um contrato baixo e se provarem, mostrando ao time todo seu talento, para, no futuro, barganhar algo melhor para si.

Para Chris Ballard a chegada de Grant dá ao time amplas possibilidades. “Se ele for o nosso terceiro WR, ótimo, se for o segundo, também estamos bem”. A necessidade de um novo jogador, para se juntar a T.Y. Hilton e Chester Rogers, era inegável. Alguns jogadores foram draftados e devem disputar vagas no roster para a temporada regular.

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