Nesta semana nosso QB, ídolo e um dos cinco melhores na posição da liga passou por um procedimento cirúrgico em seu menisco. Alguns entusiastas chegaram a noticiar que ele estaria em campo contra o Ravens na semana 9. Porém, no último dia 19 pela manhã surgiram algumas matérias estimando o prazo de volta de Ben Roethlisberger para 4 ou 6 semanas. A lesão desta semana, é só mais uma em um histórico recorrente de lesões que afeta nosso ídolo todas as temporadas.

Desde que assumiu a posição de Franchise QB em 2004, ele só jogou todos os nossos 16 jogos na temporada em três oportunidades. Sua primeira lesão foi em 2006 no ombro, lesão esta que se repetiu em 2007. Em 2009 o tendão de aquiles afetou sua performance. Já em 2010, Big Ben teve uma ano pesadíssimo, onde teve quatro lesões. Em 2011, sua mão o fez perder uma partida. No ano de 2012, perdemos nossa estrela com lesões na costela e no tornozelo. No ano passado nós o perdemos por quatro jogos, por um problema no joelho. Mas durante a partida contra o Seahawks, no ano passado, ele teve um problema na cabeça. Somando estas lesões, sem medir grau de complexidade, nosso QB já esteve no departamento médico de Pittsburgh em 13 ocasiões.

Muitos atribuem esta vulnerabilidade para lesões ao estilo de jogo. Por ser um pocket passer forte, ele gosta de segurar o lançamento por um tempo grande, assim facilitando o contato dos defensores. Mas neste últimos anos, a preocupação em proteger Big Ben e conter as pressões adversárias tem sido uma de nossas prioridades. Desde de 2010, já selecionamos dois jogadores de linha ofensiva no primeiro round do Draft, e também formamos uma equipe de OL muito coesa e talentosa nestes últimos anos. Mas outro fator que colabora para esta série de lesões é a idade: nosso QB não é mais um menino, já possui 34 anos.

Por todos estes problemas médicos, este é um questionamento que tem sido levantado pela torcida, e creio eu que Colbert, nosso GM, já começou a rascunhar opções para o futuro. Ninguém duvida do potencial, da liderança e da identificação dele com a torcida. Porém, o pensamento futurista e o planejamento são marcas que construíram nosso franquia como uma das maiores, mais vencedores e mais regulares da NFL.

O que acontecerá conosco esta temporada sem Big Ben?

Provavelmente a volta dele será entre a semana 11 contra os Browns ou na 13 contra os Giants. Até lá nosso QB será Landry Jones, e seu backup, Zach Mettenberger. Sendo pessimista, durante este período de ausência pegaremos Patriots, Ravens, Cowboys, Browns e Colts. Desta turma ai, só consigo ver vitória contra Browns e Colts. E consigo imaginar uma oportunidade contra os Ravens.

Nenhum deste dois QB ́s citados acima possui segurança e tanto talento para vencer jogos mais duros como contra o Patriots e Cowboys. Nossas principais esperanças deverão estar nas carregadas de Le’Veon Bell, e vejo DeAngelo Williams sendo mais utilizado. O que nos favorece é que com exceção dos Ravens, todos os nossos adversários possuem sérios problemas para conter o jogo corrido. Até aqui cederam ao mínimo 92 jardas por partidas. A melhor defesa contra o carregadas entre nosso adversários é de Baltimore que cederam 418 jardas corridas, uma média de quase 70 jardas, neste quesito é a quarto melhor da NFL.

Outro fator que pode favorecer nossas chances de playoffs é a temporada irregular das equipes da AFC North. Browns tem sido uma mãe para todos os desesperados, e é uma carta fora do baralho. E é uma equipe que consegue ser ruim em todos os setores de jogo. Bengals não vive uma boa temporada, sente falta de Tyler Eifert na endzone e tem sérios problemas defensivos em relação ao jogo terrestre. E da semana 7 a 12, tem um calendário difícil contra Redskins, Giants, Bills e Ravens. Só vejo uma vitória certa contra o Browns na semana 7. Portanto, o Bengals pegará times encardidos. Nosso maior concorrente pela vaga será o Ravens, com uma campanha hoje 3­-3 e vivendo muita instabilidade, porém pega três adversários com chances reais de vencer como Jets, Bengals e Browns.

Acredito que se vencermos 3 jogos nestas seis semana sem Big Ben, sairemos no lucro. E com nosso 7­-4, ainda dá para sonharmos com playoffs. Estimo que o campeão da nossa divisão deverá ter 10­-6, mas não descarto 9-­7. A instabilidade e as lesões são os maiores fantasmas de nossa divisão. E outra coisa, não podemos sonhar com Wild Cards, já que prevejo vagas preenchidas por equipes da AFC West ou o Bills.

O modelo ideal de jogo para os Steelers no setor ofensivo é abusar da versatilidade de Bell, passes curtos e seguros para os tight ends, e lançar bolas de curta e média distância para Brown ganhar jardas pós-recepção. Mas vejo nossas esperanças de ataque nas mãos de Bell e D-­Will.

O que eu acho de Landry Jones e Mettenberger?

Vamos começar por Jones. Draftado no 4° Round de 2013. Teve uma carreira universitária regular, e sempre mostrou uma progressão de técnica e de liderança. Teve a companhia no ataque de jogadores como DeMarco Murray, Kenny Stills e pegou a temporada de freshman de Sterling Shepard. Na época eu tinha muitas expectativas sobre ele. Mas quando ele teve oportunidade em 2015, ele demostrou um baixo aproveitamento de passes, problemas de precisão em passes longos e empatia no pocket. Ele não é o jogador para o nosso futuro. Ele teve bons professores, mas não correspondeu.

Desta dupla ele é o melhor, Mettenberger é um puro pocket passer. Estático, sofreu muitos turnovers e sacks durante a carreira. Ele não tem aquela malícia para sair da pressão dos pass rushers. Mas possui um braço mais forte, que pode acionar Sammie Coates e Brown em profundidade. Foi draftado pelo Titans em 2014, porém a baixa produtividade e precisão, o fizeram sair de Tennessee.

Não confio nesta dupla para substituir Big Ben em um futuro próximo. Podem ser backups confiáveis, mas nada de extraordinário. Gostaria que Mettenberg assuimisse a titularidade, porém a assimilação de playbook de Jones é maior. Landry Jones tem novamente a chance de se provar, já que está em seu último ano de contrato, esta situação veio em ótima e decisiva hora.

Para o futuro, e pensando na posição conservadora que nossa direção tem, acredito na permanência desta dupla por no mínimo mais 2 temporadas.

Nesta parte responderei a questão inicial, precisamos pensar no futuro agora. Big Ben possui contrato conosco até 2019, e enxergo que não haverá renovação. Mas acredito que pela história e talento, ele será nosso titular até lá. Porém, vejo que 2017 é o ano para pensarmos em desenvolver nosso novo Franchise QB.

Pensando em Free Agency 2017, não consigo enxergar uma saída confiável e lucrativa para nosso cap. Os melhores nomes como Cousins, Fitzpatrick e Keenum, são caros e velhos para um futuro próximo.

Então a saída, é uma escolha do Draft 2017. Na próxima classe, consigo ver boas opções a partir da 3a rodada. Já que 1a e 2a devem ser investidas em trazer um pass rusher ou completar a deficiente secundária.

Nesta terceira escolha podemos selecionar Patrick Mahomes, de Texas Tech. Um bom QB, precisa melhorar apenas a calma no pocket. Mas pode ser trabalhado. Meu preferido aqui, Luke Falk, de Washington State, é um pocket passer, de braço forte que tem futuro, e pode trabalhar nestes três anos de Big Ben, para substituí-­lo. Outro bom nome, que vejo é Seth Russell de Baylor, pode pintar como boa opção.

Nossa diretoria precisa pensar em um futuro rapidamente, pois senão iniciaremos as vacas magras da década de 90. Mas enquanto isso, vamos torcer para a melhora de Ben. E comemorar sua volta e seus passes para Brown, Bryant, Bell e Coates.