Avaliações do Draft 2019 do Steelers

Passada uma semana do draft (e com um enorme tempo até termos mais notícias interessantes à vista), fiz um giro em alguns dos maiores sites que cobrem a NFL nos EUA pra saber como foram as avaliações do draft 2019 do Steelers. Deixarei links pras avaliações completas no post, que é todo feito com tradução livre. E se você quiser conferir as avaliações da equipe Black Yellow Br, é só ouvir o episódio 112 do podcast.

Pete Prisco, CBS Sports

Nota: B

Melhor escolha: Acho que o CB da terceira rodada, Justin Layne, tem uma chance de ser um bom titular. Ele tem envergadura e consegue fazer cobertura. O Steelers precisava disso.

Pior escolha: O WR selecionado na 3ª rodada, Diontae Johnson, é um diminuto recebedor da MAC, o que o torna a escolha um pouco arriscada. Mas quem somos nós pra discutir com o Steelers quando se trata de selecionar WRs pequenos no draft?

No geral: Eles foram ousados na movimentação de subida pra conseguir o LB Devin Bush com a 10ª escolha geral, gostei. O resto do draft foi tão sólido quanto. Nada que chame a atenção, mas sólido.

Dan Kadar, SB Nation

Nota: B-

Nenhum time fez um salto tão grande na 1ª rodada. Eles cederam bastante pra conseguir o LB Devin Bush de Michigan. A necessidade era óbvia. O valor, nem tanto.

Numa das escolhas oriundas da troca de Antonio Brown, o Steelers selecionou outro WR baixo da Mid-American Conference (MAC), Diontae Johnson. A similaridade a Brown é tamanha que parece zoeira. Pelo menos Johnson pode ter um bom valor como retornador. Ele foi escolhido com a 66ª escolha, embora Pittsburgh o avaliasse como uma escolha de 1ª rodada (o que foi surpreendente).

Na sequência do draft, o Steelers escolheu vários “jogadores do Steelers”. O CB Justin Layne é o outside CB alto que eles tanto precisavam. Benny Snell, uma escolha brilhante, é um power back que encaixa no ataque. Se James Conner tiver problemas, Snell pode se tornar uma estrela. Zach Gentry é a versão desse ano de Jesse James: um TE alto e ainda cru com algum atleticismo.

Kristopher Knox, Bleacher Report

Nota: B+

Pick mais emblemática: Devin Bush, LB, Michigan (10ª escolha geral)

O Pittsburgh Steelers precisava de um LB que cobrisse de uma lateral à outra desde a lesão de Ryan Shazier em 2017. Eles finalmente conseguiram um em Devin Bush, de Michigan, na escolha nº 10. O Steelers precisou subir 10 posições no primeiro round, mas a movimentação valeu a pena.

“Ele é um jogador para todas as situações, qualquer descida”, disse Mike Tomlin sobre Bush (via Ron Cook, do Pittsburgh Post-Gazette).

Pittsburgh saltou na frente de Cincinnati pra pegar Bush – um movimento frio e calculado que irá impactar a AFC North por anos.

O Steelers ainda selecionou o velocista Diontae Johnson (nº 66), outro produto da MAC que tem, ao menos, potencial para eventualmente substituir Antonio Brown. Pelo menos essa será a meta, quer seja justa ou não. Justin Layne (nº 83) deve competir por uma das vagas de CB, enquanto Benny Snell Jr (nº 122) irá dar mais profundidade para o backfield.

Embora o Steelers tenha perdido Brown e Bell na offseason, o elenco, num geral, deve ser ainda melhor este ano que em 2018, graças principalmente a um draft forte.

Steve Silverman, Bleacher Report

Nota: A

O Steelers sabe como repor peças no elenco usando o draft, e sua primeira decisão foi subir no draft para escolher o ILB Devin Bush. Ele tem uma velocidade explosiva e consegue ir de lateral a lateral pra fazer jogadas chave. O CB de Michigan State, Justin Layne, tem tamanho, velocidade e propensão a tacklear.

Melhor escolha do dia 3: OLB Sutton Smith pode sentir dificuldade em jogar na defesa, mas será um contribuidor acima da média para os Special Teams.

Andy Benoit, Sports Illustrated

Nota: A-

Você deve ter ouvido essa: o Pittsburgh Steelers raramente faz trocas pra cima. (a última vez foi por um safety que talvez você conheça, Troy Polamalu.) Mas Devin Bush é um jogador que vale abrir uma exceção, dada a crença que o time tinha de que os rivais Cincinnati Bengals queriam selecioná-lo, mas ainda mais pelo tamanho da necessidade que o Steelers tinha dele. Bush é um daqueles LBs modernos, com explosão e uma velocidade pra se aproximar do “alvo” impressionantes. Em outras palavras, ele é um novo Ryan Shazier, cuja trágica lesão em 2017 fez despencar o nível dessa defesa.

A troca de Antonio Brown acabou gerando as escolhas de 3ª rodada Diontae Johnson (WR) e de 5ª Zach Gentry (TE). É realístico pensar que juntos, eles podem compensar metade da produção que Brown teria, pelo menos nos primeiros anos na liga. Olhando por outro lado, mais positivo, eles são mais baratos e, presumivelmente, não são colegas de time horríveis.

Será interessante ver se o CB escolhido na 3ª rodada, Justin Layne, entrará em campo. O Steelers, com todos os seus complexos esquemas de zona e disfarces de pressão, não são tão propensos a escalar DBs jovens, mas com o inconsistnt Steven Nelson, ex-Chiefs, como o titular na posição de CB pela direita, eles podem se sentir tentados a dar tempo de jogo para Layne, um defensor alto e afeito ao bump-and-run.

Nate Davis, USA Today

Nota: C

Admiro o GM Kevin Colbert por ter desviado de suas tendências com a troca pelo LB Devin Bush – o primeiro jogador que essa organização negociou para entrar no top10 – particularmente vendo o quanto essa defesa tem sofrido desde a lesão de Ryan Shazier em 2017. Mas essa foi uma aposta um tanto pesada, que custou uma escolha de 2ª rodada e uma futura de 3ª. O CB do 3º round, Justin Layne, e o RB da 4ª, Benny Snell Jr, parecem escolhas sólidas, mas será que Colbert se arrepende de não fechar uma alternativa para Matt Feiler, o novo RT titular? E, observando bem, não parece um valor suficiente recebido por Antonio Brown.

Conor Dorney, Fansided

Nota: A

Melhor Escolha: Devin Bush, Jr. (LB, Michigan)

Escolha questionável: Zach Gentry (TE, Michigan)

Escolha que pode surpreender: Justin Layne (CB, Michigan St)

A longa busca por um linebacker de velocidade, nos moldes de Ryan Shazier, se encerra com a seleção da estrela de Michigan Devin Bush Jr. Pittsburgh subiu 10 posições no draft para escolher Bush, uma vez que Devin White já havia saído da lista [5ª escolha geral, Tampa Bay Buccaneers] e vários times acima deles necessitando LBs, o preço foi justo. Bush tem o dinamismo da posição e tem crescido constantemente durante o processo do draft. Adicionar um talento como ele no meio do campo é uma ótima pedida para o futuro da defesa do Steelers.

Com outro Wolverine adicionado, Pittsburgh fecha a última das escolhas adquiridas de Oakland na troca de Antonio Brown com o TE Zach Gentry, um alvo enorme (2,03 m e 120 kg) com um histórico de quarterback, mas que não teve muita produção na universidade e números patéticos de atleticismo nos testes. Gentry certamente será um alvo na red zone, mas pode não passar de uma peça de rotação se não puder se desmarcar dos DBs adversários.

O WR-convertido-em-CB Justin Layne tem uma envergadura acima da média e as habilidades necessárias para se tornar um shutdown defensive back na NFL. Ele recebeu cotações como uma potencial escolha de primeira rodada no final do processo de draft, mas será um grande encaixe pro Steelers e deve jogar desde cedo na carreira.

Gennaro Filice and Dan Parr, NFL.com

Nota: B-

Esse draft começou com um estouro do Steelers e meio que só seguiu o seu curso normal depois disso, com algumas variações ao longo do caminho. Gostei da ideia de identificar uma necessidade gritante, achar uma resposta para ela e fazendo o necessário para conseguir o seu alvo, exatamente o que Kevin Colbert fez ao subir 10 posições no draft para selecionar Devin Bush. Havia uma queda enorme de nível na posição depois de Devin White e Bush e isso fez com que o time sentisse que o ex-Wolverine seria o que eles precisavam. Boa decisão.

As escolhas recebidas por Antonio Brown viraram Johnson e Gentry. Nesse momento não sou grande fã do resultado da troca de um dos maiores wide receivers do nosso tempo, mas dado o histórico de Colbert, não seria surpreendente se ele tivesse achado uma ou duas jóias entre eles. O comparativo de Lance Zuerlein pra Johnson é o ex-Steelers Emmanuel Sanders. Gentry se torna intrigante com a sua combinação de tamanho e atleticismo, mas teve problemas com drops. Já sobre as escolhas de Layne e Snell, tem muito a se gostar.

Layne foi um achado de grande valor no 3º round, e Snell tem um encaixe perfeito para a Steel City, um power back que pode marretar bem correndo entre os tackles. Os defensores que vieram no 6º round não tem as características atléticas pra gerar muita empolgação, mas foram jogadores bastante produtivos em nível universitário.

Adam Schein, NFL.com

Nota: AMEI (Adam não deu necessariamente notas, mas colocou as classes em níveis)

Amei a forma com que Pittsburgh, recém saído de uma campanha tumultuada em 2018 e uma offseason semelhante em 2019, saiu do seu DNA e fez uma troca pra cima por um de meus jogadores favoritos no draft, o linebacker Devin Bush. Esse rapaz é legítimo, certeza de sucesso, ao menos na minha opinião. Ele é o Roquan Smith desse ano. E a ex-estrela de Michigan é o clássico Steeler. Pittsburgh poderia ter ficado satisfeito em ficar na escolha 20 e selecionar um cornerback, mas não. Foram agressivos e conseguiu um coração para a sua defesa – uma máquina de tackles, um playmaker capaz de moldar o destino de jogos.

Duas rodadas (e 73 escolhas depois), Kevin Colbert achou um cornerback com muitas ferramentas físicas e upside: Justin Layne, um homem de cobertura de 1,87 m que começou como WR em michigan State. Pittsburgh ainda conseguiu um recebedor (3ª rodada, Diontae Johnson) e um running back (4ª rodada, Benny Snell) para competir por tempo de jogo em um grupo que não conta mais com os Pro Bowlers Antonio Brown e Le’Veon Bell.

Mel Kiper Jr, ESPN 

Nota: B-

Em Janeiro, no meu Mock Draft 1.0, eu coloquei Devin Bush para o Steelers na escolha 20. Era uma decisão fácil – sim, eu estou parabenizando a mim mesmo – vendo que Pittsburgh sofreu para substituir a produção de seu linebacker estrela, Ryan Shazier. Desde então Bush correu 4.43s no tiro de 40 jardas e teve testes incríveis no Combine. Ele ainda foi sensacional nas entrevistas com os times. De jeito nenhum iria estar disponível na escolha 20.

E é por isso que eu gostei da decisão do GM Kevin Colbert de subir 10 posições para draftar uma estrela potencial, Bush, com a escolha 10. Sim, custou bastante – O Steelers cedeu as escolhas 20 e 52, mais uma de terceira rodada do ano que vem – mas Bush pode ser um jogador de impacto e líder em Pittsburgh. Ah, sim: a última vez que o Steelers trocou pra cima no draft pra selecionar um defensor? 2003, quando subiram 11 posições para selecionar o safety Troy Polamalu.

Enquanto isso, Pittsburgh adicionou um wide receiver com uma das escolhas recebidas na troca de Antonio Brown. Diontae Johnson (escolha 66) me lembra um pouco de Brown na tape, mas não é lá um atleta elite. Obviamente não é justo esperar que ele esteja sequer próximo do nível de Brown, mas se ele conseguir entrar na rotação como calouro, já é uma vitória. O Steelers realmente gosta do segundo-anista James Washington, uma escolha de segunda rodada do ano passado. O cornerback Justin Layne (escolha 83), um recebedor convertido, pode até chegar à titularidade como calouro. Eu o via como um jogador que poderia sair no top40. Sutton Smith (escolha 175) é um pouco pequeno, mas caiu numa boa equipe com defesa 3-4.

Minha predileção por Bush é já bem conhecida, obviamente, e eu acho que ele pode se tornar um superstar nesse time. Layne foi também uma escolha de grande valor numa posição de necessidade. Será que Pittsburgh conseguirá superar Cleveland na AFC North?

DEIXE UMA RESPOSTA