O Draft é daqui cinco meses. E muita coisa ainda pode acontecer. Porém existem alguns nomes que realmente me decepcionaram muito. Eu esperava um desempenho superior, pois um bom rendimento pode acarretar em um posicionamento melhor nas loterias dos times em Abril.

Mas estes nomes não conseguiram ou até mesmo nem tentaram suprir as minhas expectativas em campo. Não que eu fosse muito importante. Mas estes prospectos possuíam um talento extremamente relevante, que poderia mudar a sorte de suas universidades. Mas ainda faltam um mês para o início dos Bowls e dos Playoffs, e algumas coisas ainda podem mudar. Confira abaixo, estes nomes:

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Brad Kaaya, QB, Miami

No início da temporada era colocado no primeiro round do Draft, mas agora encontra-se no quarto round. Só por este salto podemos observar a queda de desempenho. Kaaya era um dos quarterbacks que mais estava melhorando ao longo dos anos. E outro fator que colaborava era a idade, este talento tem apenas 21 anos. Quando foi recrutado, o colocavam com um dos dez melhores prospectos do país. E em sua primeira temporada já foi titular, e mostrou que poderia ser exigido ainda mais. Em sua primeira temporada em 2014, lançou para mais de 3000 jardas, porém seu aproveitamento de passe era muito ruim. No ano de 2015, assumiu de vez o posto como o jogador mais relevante do ataque de Miami, e repetiu a marca de mais de 3000 jardas, e aos poucos subiu seu rating em passes acertados.

Porém nesta temporada ele não tem conseguido impor mais uma progressão. Tem sofrido com sua movimentação no pocket e tem tomado decisões ruins ao mandar seus lançamentos. Tem cometido turnovers em momentos decisivos, que são reflexos de sua precipitação ao tomar decisões. E outra coisa que me chama mais atenção, é seu desempenho ruim em alguns grandes partidas desta temporada em que Miami precisava de uma saída de emergência e Kaaya não conseguiu corresponder.

1 January 2016; Ole Miss Rebels v Oklahoma State Cowboys; Ole Miss Rebels quarterback Chad Kelly (10) during a game in New Orleans, Louisiana

Chad Kelly, QB, Ole Miss

O sobrinho de Jim Kelly, lendário quarterback do Bills, possui um excelente braço. Tanto que em 2015, conseguiu números fantásticos, e chegou as 4000 jardas. Mas sua história no College nunca foi tão produtiva assim, em 2012 chegou a Clemson como um prospecto quatro estrelas, após atuações maravilhosas no high school. Estreou pela universidade da Carolina do Sul em 2013. E em Abril de 2014, foi dispensado por problemas fora de campo. Então em 2014, foi jogar em East Mississippi na NJCAA, uma liga para escolas de ensino técnico.

E após um campeonato em alto nível, voltou a elite do College Football por Ole Miss. Este ano seu desempenho não foi tão superior ou igual do ano passado. Talvez a expectativa para o próximo Draft tenha afetado, e para brindar este ano ainda uma lesão no joelho que afeta o ACL e no menisco, o tiraram da temporada. Acho que permanecer mais uma no universitário não foi a melhor escolha para Kelly. Além da classe do ano passado ser inferior a esta, assim o alavancando para um posicionamento melhor no Draft. O desempenho no campo foi um pouco inferior, o jogando para o terceiro round. Chad é um excelente QB, e gostaria de ter visto um jogo melhor em um dos braços mais fortes e eficientes da FBS.

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Juju Smith-Schuster, WR, USC

O melhor recebedor do College também não correspondeu este ano. Seu 2015 foi muito bom ao passar das 1400 jardas recebidas. Sua produção ofensiva caiu, tanto pela queda de rendimento de seu QB quanto pela marcação, que ficou maior em cima de Juju. Porém os grandes recebedores possuem a capacidade de buscar espaços e oferecer oportunidade ao seu QB. E nisto ele tem falhado, sem conseguir corresponder à altura.

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Nick Chubb, RB, Georgia

Havia muita expectativa sobre Chubb este ano. Após um 2015 em busca de recuperação, este era o ano. Sua versatilidade era a resposta para se consolidar entre a classe de RBs, que possui um volume significativo de bons jogadores. Sem passes e carregadas para a vitória, Chubb e Georgia vivem um ano complicado e não conseguiram atingir as esperanças da imprensa. Talvez o grande problema seja a assimilação do playbook do novo técnico Kirby Smart e de seu coordenador ofensivo Jim Chaney. Embora o estilo do ataque seja mantido, houve mudanças significativas.

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Royce Freeman, RB, Oregon

Mais um running back que não fez o esperado. Após um ano de 2015 com mais de 1800 jardas, muita coisa foi dita sobre Freeman. Porém, acima como toda a equipe de Oregon, Freeman caiu em decadência e não conseguiu repetir os feitos do ano passado. Muito se deve pela infelicidade de Helfrich a chamar as jogadas. Mas Royce não consegue aparecer e mostrar seu talento.